Ninguém fantasias me

RITUAL: EAW (Efeito Alan Wake)

2020.09.23 23:05 Gdmu RITUAL: EAW (Efeito Alan Wake)

RITUAL: EAW (Efeito Alan Wake)
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ADVERTÊNCIAS
1.
O ritual a seguir não apresenta um método para que você obtenha tudo o que quer, e sim aquilo que você merece.
2.
Embora o ritual apresente características extremamente individuais, fazendo com que não exista um "jeito errado" de pô-lo em prática, é imprescindível que o leitor cumpra todos os passos envolvendo técnicas de segurança e proteção. Falhar em seguir estas orientações pode acarretar em danos permanentes.

INTRODUÇÃO:
O que faz uma história ser boa? Este é um questionamento que nunca fica sem resposta, seja ele direcionado à um grande acadêmico da comunicação ou para uma criança pouco antes da hora de dormir. Todos nós temos opiniões e preferências acerca do assunto, mas um ponto em comum entre nossas concepções é o de que a história precisa transmitir um sentimento. Para nos conectarmos, e por consequência apreciarmos uma história, ela precisa nos fazer sentir algo.
Segundo o professor Theodor Zimmermann,
"as melhores narrativas são aquelas que se encontram fortemente ancoradas em nossa realidade, independente de espaço ou tempo"¹.

Reconhecer características do mundo em que habitamos, assim reconhecendo a nós mesmos, é fundamental para criar o efeito proposto por uma boa história, independente de se tratar de um texto fantástico ou realista.
Esta certeza é abordada de forma criativa pelo jogo Alan Wake², que conta a história de um escritor que involuntariamente é capaz de dar forma àquilo que escreve. Embora a proposta seja bem trabalhada na obra citada, este não é de todo um conceito novo na ficção³, e embora muitos escolham ignorar, também não se trata de uma experiência que não possa ser replicada no mundo real. Atores, roteiristas, pintores, músicos, todos estes possuem um método para se conectar com suas obras de forma a criar uma âncora no mundo real para a fantasia.
Mas o que acontece quando os lugares, eventos e seres que habitam o seu imaginário são terríveis demais para encontrarem um duplo em nossa realidade? Como ancorar no mundo real uma história que não pode ser concebida por uma mente sã? O Efeito Alan Wake é uma saída para este problema.
Este método (ou ritual, chame como preferir) é uma ferramenta útil para todos aqueles que trabalham com o horror. Seguindo os passos, é possível potencializar o efeito de sua criação e elevar até mesmo o trabalho mais simples ao status de obra prima.

O MÉTODO:
Tudo o que você precisa para começar é ter uma ferramenta com a qual você possa escrever. Seu celular, por exemplo. Isso pode soar contraintuitivo para um desenhista que busca realizar o ritual, mas a palavra é o ponto de partida perfeito para criar o efeito desejado. Como dito pelo pesquisador Jules Pfeifer,

"A palavra é o primeiro código, a forma mais ancestral de transformar mente em matéria".

Embora nada impeça que você utilize outras formas de expressão para inicio ao ritual, a escrita se mostrou o método mais eficiente e definitivamente mais seguro.
Assim que você estiver pronto para escrever, tire um momento para se conectar com o ambiente. Explore seu quarto com os olhos, abra os ouvidos para os sons dos carros na rua. Acender um incenso ou até mesmo cheirar a roupa lavada é o suficiente para despertar
o olfato. Toque as coisas, prove algo, incentive seus sentidos a se conectarem completamente com o espaço ao seu redor.
A partir de agora, você é o personagem. Escreva sobre si mesmo em primeira pessoa, sempre no pretérito. Comece devagar, descrevendo tudo o que você percebe. Para que o método funcione, é preciso que você escreva sobre o momento presente, mas sempre com uma voz no passado, como se você estivesse assistindo à tudo isso do futuro. Assim que você sentir que a sua escrita está conectada plenamente com o mundo real, é hora de seguir adiante.

ALTERANDO A REALIDADE:
Embora nosso método só tenha realmente ganhado uma nomenclatura a partir deste estudo, podemos observar na história alguns momentos em que uma técnica semelhante já foi utilizada. Quando o explorador Roland Garros ficou perdido em uma geleira em meio a uma expedição ao Ártico no começo do século 20, podemos perceber uma proto-tentativa de alterar a realidade em seu diário:

"Não muito precisei caminhar para que me encontrasse em frente a entrada de uma caverna, uma promessa de sobrevivência em meio à vastidão gélida. Assim que entrei, pude sentir o calor da vida se espalhando pelos meus membros, e para minha surpresa havia ali uma vegetação rasteira com a qual pude me alimentar. Me sentindo agora seguro, mas extremamente cansado, montei um pequeno acampamento e me pus a esperar o resgate por parte de meus companheiros".

Como nós sabemos que Roland estava de fato alterando a realidade, e não simplesmente registrando o que de fato havia acontecido? A resposta está no destino infeliz do explorador Garros, que infelizmente só foi encontrado tarde demais. De fato, tudo o que foi escrito por ele aconteceu, porém Roland falhou em especificar que estaria vivo ao ser encontrado. Que este relato também sirva de aviso para quem ainda pretende colocar o método em prática.
Agora, os passos que você deve seguir para criar a realidade alterada consiste em sua capacidade de criar detalhes. Estando completamente conectado com o mundo real ao seu redor, comece a pensar em pequenas coisas que poderiam ser diferentes. Para que ocorra o efeito desejado, você precisa registrá-las no papel conforme for pensando. Escreva sobre o vento que bate em sua janela, o cheiro de queimado que vem da cozinha, ou o bater de leve da sua porta meio-aberta. É importante que a descrição envolva algo que você possa perceber imediatamente através dos seus sentidos, pois assim que as palavras forem escritas (se o contato com a realidade tiver sido propriamente estabelecido), você irá experimentar os efeitos da realidade alterada.

CRIANDO A CONEXÃO COM AS PROFUNDEZAS:
O processo até então envolve um esforço tanto físico quanto mental, por isso a próxima etapa pode se mostrar difícil para pessoas sem experiência. Feche os olhos por um momento, e imagine-se em um espaço vazio, com somente escuridão à sua volta. Imagine-se deitando no chão, e se deixe ser levado para baixo. É compreensível que a sensação de afundar faça com que você queira interromper o processo, mas você precisa lutar. Vença o medo e se deixe afundar. A partir de agora, os pensamentos que estarão preenchendo a folha não fazem mais parte da sua consciência. Você está conectado com as profundezas.
A parte mais desafiadora do processo vem agora: você precisa se manter em um estado de relaxamento, mas sempre atento às palavras que suas mãos escrevem. Deixe-se levar, mas mantenha-se vigilante àquilo que acontece ao seu redor. Pode ser que o quarto no qual você está agora não seja mais o seu. Pode ser que você veja seu corpo sair andando sem rumo, com as palavras sendo escritas agora somente em uma tela imaginária diante dos seus olhos. Existe também a possibilidade de que você veja monstros, sinta o cheiro deles, ouça sua respiração resfolegante, ou até mesmo que os pelos desgrenhados de uma besta rocem seu antebraço.
Nada disso é real, mas não quer dizer que você não precise se preocupar. Porque você já não faz mais parte da realidade, e sim da história que se desenrola a sua frente. Se você cometer algum deslize, pode acabar se machucando. Se por algum motivo as palavras na sua frente indicarem que algo ruim vai acontecer com
você, utilize a técnica de salvaguarda imediatamente.

TÉCNICA DE SALVAGUARDA:
A regra que você precisa seguir para se manter protegido é extremamente simples, mas também é o que caracteriza nosso método como um ritual. Segundo a ocultista Martha Portmore,

"Um ritual é caracterizado pela presença os seguintes passos: 1. uma vontade estabelecida por parte do praticante. 2. Um método composto de passos a serem seguidos. 3. Uma forma definida de interromper ou alterar o processo".

Em nosso ritual, nós chamamos este último tópico de técnica de salvaguarda. Quando você perceber que a situação pode estar se tornando perigosa para você, basta escrever um comando entre parênteses. Por exemplo: (isso não está acontecendo) ou (na verdade o demônio não me matou). Essa simples intervenção do praticante no decorrer do ritual é o suficiente para que você possa garantir sua segurança. Mas para que isso ocorra, é importante que você esteja sempre atento às palavras que surgem em sua tela. Não se deixe seduzir pela sensação prazerosa de fazer parte dessa história. A história é SUA, e não SOBRE você.

UM ÚLTIMO EXEMPLO:
Eu estava no meu quarto, sentado em minha poltrona com o celular na mão, enquanto escrevia um texto com o intuito de passar adiante o que descobri. O texto se desenvolvia de forma natural, e eu estava bastante satisfeito com o resultado. Foi então que eu senti que alguém me observava. Eu levantei os olhos do papel, enquanto minhas mãos continuavam registrando a experiência. Eu olhei ao redor e encontrei ali, no canto em que duas paredes se encontram, um buraco luminoso. Eu me aproximei daquilo que parecia uma janela, e percebi, para meu espanto, que se tratava de uma tela.
Eu estava de um lado, e do outro, estava você. Naquele momento eu sabia que você estava lendo o que eu acabara de escrever, eu podia sentir a conexão. Mas então eu senti que a minha realidade alterada começava a vazar pela tela. Um dos meus monstros estava agora atrás de você, e eu vi as garras dele se produzindo através da parte da frente do seu peito, e o jorrar do sangue cobriu a tela pela qual estávamos conectados (mas isso na verdade não aconteceu, e não havia monstro nenhum). Eu podia ver os seus olhos descendo pela tela, absorvendo o conhecimento que eu havia compartilhado com você. E eu sabia que precisava tornar isso real. Eu sentei na frente do meu computador e comecei a escrever um e-mail contendo toda a informação que eu acabara de escrever. Enviei para um endereço aleatório entre meus contatos, pois sabia que tinha que ser assim. Assim que eu cliquei no botão de enviar, voltei à minha poltrona e fechei os olhos. Quando voltei a abri-los, não lembrava de nada do que tinha feito. Foi só um sonho, eu pensei.

REFERÊNCIAS:
¹ ZIMMERMANN, Theodor. Verankerte Erzählung. 1 ed. Frankfurt: Nieder, 1991. Tradução do autor.
² Microsoft Game Studios. (2010). Alan Wake. [DISCO]. Xbox 360. Espoo: Remedy Entertainment Oyj.
³ Para uma introdução ao assunto, sugiro consultar a obra de Felix Leshalski, principalmente material escrito no período entre 1983-1987.
⁴ PFEIFER, Jules. The First Code. 3 ed. New York: Parabellum, 2002. Tradução do autor.
⁵The Last Hours of Roland. Montreal: Wildlander Magazine, 1997. Tradução do autor.
⁶ PORTMORE, Martha. Tools for Astral Warding. 1 ed. Dallas: Indigo, 1979. Tradução do autor.

NOTA FINAL:
VOCÊ TAMBÉM SENTIU? Eu não sei como ele fez isso, mas tudo parecia MUITO real.
Eu recebi esse texto do meu orientador de pesquisa ontem à noite, e fiquei morrendo de vontade de compartilhar com alguém. Enfim, eu falei com ele hoje e ele disse que não lembra de nada. Faz sentido né, com toda aquela história!
A narrativa em si não tem nada de muito elaborado e as referências não batem, mas o efeito que essa história teve em mim... Eu realmente não sei dizer como ele fez isso.
Olha só, como eu não pedi autorização para ele, não compartilha esse texto com ninguém por enquanto. Só te enviei porque realmente eu queria a sua opinião sobre a técnica que ele usou pra escrever. Não quero me meter em problemas por divulgar um texto de um autor sem a permissão dele.

NOTA DO AUTOR DESTA EDIÇÃO:
Não, eu não sou o amigo do cara que vazou o ritual. O texto chegou em mim através de um grupo, e quem compartilhou lá também jurou que havia recebido de outra pessoa. Eu não tentei o ritual, e ninguém que tava no grupo disse ter tentado. Eu não senti nada lendo o texto, mas pelo menos metade das pessoas do grupo que leram disseram ter sentido pelo menos alguma coisa estranha. Até onde eu posso dizer, não passa de mais uma creepypasta. Se você tem uma opinião diferente, pode guardá-la pra você!
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2020.09.05 04:27 frdnt Despindo o Homem Encapuzado

A teoria abaixo é parte de uma serie de textos escritos por Cantuse em seu blog. Link: https://cantuse.wordpress.com/2014/09/30/the-hooded-man-uncloaked/
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O MANIFESTO : VOLUME II, CAPÍTULO III

Provavelmente, um dos maiores mistérios de A Dança dos Dragões é a identidade do homem encapuzado. Muitas pessoas foram propostas, de Robett Glover a Harwin e ao próprio Theon em algum estado dissociativo.
No entanto, acredito que posso fazer uma conclusão mais convincente de que o homem encapuzado não é nenhuma dessas opções mais conhecidas. Este ensaio explica minha teoria sobre o homem encapuzado e seu propósito em Winterfell.
Colocando minhas cartas na mesa, aqui estão as principais afirmações que faço:
NOTA: Este ensaio pode ser controverso em sua construção e conclusões. Deve-se notar que a identidade do homem encapuzado não é verdadeiramente crítica para que o restante do Manifesto valha a pena. Este ensaio é bastante independente, não afetando mais nada no Manifesto.
Em outras palavras, se você não gosta deste ensaio, pode simplesmente ignorá-lo e continuar.
[...]

PRIMEIROS SINAIS DO GIGANTE

Eu gostaria de um breve momento para destacar algo importante.
– Para lutar com Lorde Stannis, temos que encontrá-lo primeiro – Roose Ryswell observou. – Nossos batedores saíram pelo Portão do Caçador, mas até agora nenhum deles retornou.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Batedores estão desaparecendo do lado de fora do Portão do Caçador. Este é o mesmo portão onde Mors Crowfood parece chegar um ou dois dias depois:
O rufar parecia estar vindo da Matadelobos, além do Portão do Caçador. Estão do lado de fora das muralhas.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
O desaparecimento dos batedores parece algo pelo qual Mors seria responsável. É consistente com o que encontramos no capítulo liberado de Theon de Os Ventos do Inverno: construir obstáculos e impedir ou matar aqueles que saem dos portões. No mínimo, Mors não quer que nenhum batedor encontre seu bando de garotos e informe a Roose Bolton.
Mais importante, os batedores ausentes indicam que Mors estava realmente fora de Winterfell há pelo menos um dia (talvez mais) antes de tocar seus berrantes de guerra.
Mas por que ele ficaria lá aguardando em segredo?
Para responder a essa pergunta, temos que mergulhar no mistério do homem encapuzado.

O IDIOTA DOS RYSWELL

É difícil imaginar o tipo de mente obtusa que é necessária para ser Roger Ryswell. Há algo de suspeito sobre a magnitude e a natureza de sua idiotice.
O Idiota dos Ryswell
Eu gostaria de um momento para mostrar algumas passagens:
– Um bêbado – Ryswell declarou. – Mijando da muralha, aposto. Escorregou e caiu.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
:::
– Esses mortos eram todos homens fortes – disse Roger Ryswell –, e nenhum deles foi apunhalado. O Vira-Casaca não é nosso assassino.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
:::
Roger Ryswell grunhiu.
– Se não é ele, quem é? Stannis tem algum homem dentro do castelo, isso está claro.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
:::
Ryswell não estava convencido.
– Ele, no entanto, ama seus bifes, costelas e tortas de carne. Rondar o castelo na escuridão exigiria que deixasse a mesa. O único momento em que faz isso é quando procura a latrina para uma de suas longas horas agachado.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Vejam, pode ser apenas eu, mas não parece que ele está quase deliberadamente negando qualquer explicação possível para os assassinatos?
Da perspectiva de um leitor, não é também uma estranha coincidência que Roger faz afirmações que contradizem vários truques que nós realmente vimos em A Dança dos Dragões:
Roger nega que as três diferentes conspirações que descobrimos sejam verdadeiras ou se tornarão verdadeiras posteriormente no livro e rapidamente descarta o restante.
Como uma pessoa consegue ser tão boa em acidentalmente impedir uma investigação de assassinato?
Falta de contato visual
Quando você pensa no Homem Encapuzado e na descrição que temos dele, existem apenas dois detalhes que vêm à mente: sua capa e seus olhos.
Mais adiante, cruzou com um homem que vinha na direção oposta, uma capa com capuz agitando-se atrás dele. Quando se encontraram frente a frente, seus olhos se encontraram brevemente. O homem colocou a mão na adaga.
– Theon Vira-Casaca. Theon assassino de parentes.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Assim, vemos que Theon dá uma rápida olhada na capa do homem. Vemos também que Theon evita contato visual com o homem.
Essa falta de contato visual pode ser importante para determinar a identidade do homem encapuzado. Não há dúvida de que Theon evita o contato visual em geral, podemos supor que isso aconteça de vez em quando.
No entanto, gostaria de apontar outro exemplo muito interessante que mostra Theon evitando deliberadamente o contato visual ou olhar para o rosto de uma pessoa:
Pernas de Aço o levou pelo Grande Salão, até o solar que certa vez fora de Eddard Stark. Lorde Bolton não estava sozinho. A Senhora Dustin estava sentada com ele, o rosto pálido e severo; um broche de ferro com o formato de uma cabeça de cavalo prendia a capa de Roger Ryswell; Aenys Frey estava em pé perto do fogo, as bochechas vermelhas com o frio.
– Me contaram que você anda vagando pelo castelo – Lorde Bolton começou. – Homens reportaram terem visto você nos estábulos, nas cozinhas, nos barracões, nas ameias. Foi observado perto das ruínas das torres caídas, do lado de fora do velho septo da Senhora Catelyn, indo e vindo do bosque sagrado. Nega isso?
– Não, ‘nhor. – Theon fez questão de falar mal a palavra. Sabia que aquilo agradava Lorde Bolton. – Não consigo dormir, ‘nhor. Eu caminho. – Manteve a cabeça baixa, olhos fixos nas velhas tábuas corridas no chão. Não seria sábio olhar sua senhoria no rosto.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Você notou o rosto que Theon não conseguiu explicar?
A Senhora Dustin estava sentada com ele, o rosto pálido e severo; um broche de ferro com o formato de uma cabeça de cavalo prendia a capa de Roger Ryswell; Aenys Frey estava em pé perto do fogo, as bochechas vermelhas com o frio.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Por que obtemos descrições dos rostos de Barbrey Dustin e Aenys Frey, mas apenas a capa e o broche de Roger Ryswell? Ora, mesmo que Theon não olhe para Roose Bolton, ele pelo menos explica a razão para não fazer isso.
Tenha em mente que este interrogatório acontece logo após o encontro de Theon com o homem encapuzado, então o contato visual furtivo pode ser um indicativo de um comportamento continuado daquele encontro anterior.
Além disso, um detalhe extremamente pequeno é que Theon se detém na capa de Roger, o único outro detalhe que temos sobre o homem encapuzado.
Existem outros elementos interessantes do interrogatório de Theon:
Dedos perdidos
Quando a Senhora Dustin exige que Theon remova suas luvas: Roger Ryswell não mostra nenhum interesse nos dedos perdidos de Theon. Os outros participantes (Barbrey Dustin e Aenys Frey) comentam especificamente sobre suas mãos. Ryswell não o faz, em vez disso, descarta imediatamente Theon como um suspeito, não com base nos dedos, mas na falta de força de Theon. Ele também o chama de vira-casaca aqui. Talvez sua falta de interesse nas mãos de Theon seja porque ele acabou de vê-los.
Vassalos rivais
A outra coisa interessante sobre Ryswell aqui é sua aversão particular por Wyman Manderly. Embora insultar o personagem de Manderly seja muito comum, Manderly e Ryswell não têm grandes motivos para animosidade e, portanto, as observações de Ryswell sobre Wyman parecem bastante enfáticas:
– Ele, no entanto, ama seus bifes, costelas e tortas de carne. Rondar o castelo na escuridão exigiria que deixasse a mesa. O único momento em que faz isso é quando procura a latrina para uma de suas longas horas agachado.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Este é um insulto particularmente venenoso.
Há um homem no norte que fez comentários grosseiros deste tipo sobre Wyman. Mors Papa-Corvos Umber:
– Manderly? – Mors Umber fungou. – Esse grande saco bamboleante de banha? Seu próprio povo caçoa dele, chamando-o de Lorde Lampreia, segundo ouvi dizer. O homem quase não consegue andar. Se espetasse uma espada na sua barriga, dez mil enguias torceriam-se para fora.
(ACOK, Bran II)
Os Umbers e Manderlys são conhecidos por entrarem em conflito por várias questões, como a herança das propriedades da Senhora Hornwood. Independentemente de qualquer trégua atual que possam ter, Mors continua sendo uma pessoa improvável de conter tais comentários depreciativos.
Agora você pode ver que estou começando a afirmar os dois pontos a seguir:
Devo admitir que, até agora, apresentei evidências interessantes, porém circunstanciais.
Não tenho dúvidas de que esses pontos parecem apenas parcialmente sólidos até agora. Mas tenha fé. O resto virá em alguns instantes.

O GRILHÃO DE RUBI

Então, onde está o “grilhão de rubi” - a braçadeira que Melisandre colocou em Mance Rayder em A Dança dos Dragões?
Sabemos que esse grilhão parecia criar e sustentar um glamour (ou ilusão), que Mance Rayder era na verdade Camisa de Chocalho.
Esta parece ser uma ferramenta incrivelmente valiosa, especialmente quando se fala sobre os tipos de atividade furtiva em que Mance e Mors estão envolvidos.
Então onde está? O que pode ser feito com isso?
Mance Revelado
Em primeiro lugar, sabemos que Mance não está usando a braçadeira de rubi, ou que ela pelo menos está desativada. Sua aparência como Abel é muito parecida com sua aparência original em A Tormenta de Espadas:
Uma mulher grávida estava em pé junto a um braseiro, cozinhando algumas galinhas, enquanto um homem grisalho com um esfarrapado manto preto e vermelho estava sentado numa almofada, de pernas cruzadas, tocando uma alaúde e cantando.
(ASOS, Jon I)
O Rei-para-lá-da-Muralha não se parecia em nada com um rei, e tampouco se parecia com um selvagem. Era de média estatura, magro, com feições bem definidas, astutos olhos castanhos e longos cabelos castanhos já quase totalmente grisalhos.
(ASOS, Jon I)
Os dedos de Abel dançavam pelas cordas de seu alaúde. A barba do cantor era castanha, embora seu longo cabelo já estivesse em grande parte cinza.
(ADWD, Theon)
Então, como ele removeu o grilhão de rubi?
O texto deixa claro que o grilhão de rubi não interfere de forma alguma com o livre arbítrio de Mance, conforme implícito no conforto de Melisandre de que suas visões diriam se Mance era uma ameaça para ela, e em ela sentir que ter o filho de Mance é o que obriga a sua lealdade.
Com isso em mente, não há razão para deixar a algema em Mance.
Um fator adicional é o fato de que a Camisa de Chocalho é absolutamente horrível. Ninguém acreditaria que ele é um cantor e artista, e mesmo que acreditasse, sua aparência mereceria mais escárnio do que qualquer outra coisa.
Além disso, Melisandre tem interesse em ver Mance bem-sucedido. Se o grilhão de rubi pode ajudar nessa tarefa, parece não haver razão para que ela interfira. Afinal, a missão de Mance é vital para a campanha de Stannis, quão importantes são os segredos dela em comparação a isso?
As regras do jogo
Melisandre revela alguns dos mecanismos internos de seus glamours:
– Os ossos ajudam – disse Melisandre. – Os ossos se lembram. As seduções mais fortes são construídas com tais coisas. Uma bota de um homem morto, um tufo de cabelo, um saco de dedos da mão. Com palavras suspiradas e orações, a sombra de um homem pode ser tirada de um e vestida em outro como um manto. A essência de quem veste não muda, apenas sua aparência.
(ADWD, Melisandre)
Isso é interessante porque é incoerente com as preferências de Martin sobre a implementação de magia em romances de fantasia:
Eu simpatizo mais com a maneira como Tolkien lidou com a magia. Eu acho que se você vai fazer magia, ela perde suas qualidades mágicas caso se torne nada mais do que um outro tipo de ciência. É mais eficaz se for algo profundamente desconhecido e maravilhoso, e algo que pode tirar o fôlego.
(George RR Martin sobre magia vs ciência: Weird Tales)
Isso sinalizar imediatamente para os leitores de que algo importante está acontecendo aqui: Martin decidiu que revelar o mecanismo interno dos feitiços era mais importante para a história do que preservar o encanto da magia.
Embora isso não seja evidência de nada em particular, certamente deixa aberta a possibilidade de que Martin não apresentou desordenadamente os mecanismos subjacentes do glamour sem um bom motivo. O trecho sobre glamours é notável precisamente porque não é característico de sua representação da magia em As crônicas de gelo e fogo .
Deixando de lado as opiniões de Martin sobre magia na ficção, também é notável que Melisandre forneça essas explicações naquele momento. Afinal, supostamente nunca mais veremos o glamour ou o grilhão de rubi novamente. Por que se preocupar em explicar tudo, se é irrelevante para Mance ou Jon Snow?
Juntas, essas ideias soam como se Martin pensava que os glamours eram importantes o suficiente para explicar aos leitores, sugerindo importância futura.
Quem está com o grilhão?
Se Mance não está usando a algema, onde está?
A melhor maneira de lidar com essa questão é considerar a origem primeira... quem terá autoridade final sobre quem fica com o grilhão?
Melisandre.
Agora reflita:
Faz todo sentido do mundo que ela o deixe usá-lo. Não há absolutamente nenhuma evidência de que Jon o tivesse, e é altamente duvidoso que ela o daria a outra pessoa ou privaria Mance de sua utilidade.
Isso significa que Melisandre deu o grilhão a Mance, colocando-o em posição de dá-la a qualquer pessoa que encontrar. Portanto, a ideia de que Mors Papa-Corvos estava com o grilhão é, no mínimo, plausível.
A ideia de que Mors está com o grilhão faz muito sentido: fornece a ele uma maneira de acessar Winterfell e garantir que tudo esteja pronto para a missão de resgate. Afinal, Mors deve ter considerado a possibilidade de que Mance falhou em sua missão, Mors não poderia simplesmente tocar sua bateria e soprar suas buzinas indefinidamente.
No entanto, fazer 'muito sentido' e ser a resposta definitiva são duas coisas muito diferentes. Será necessário investigarmos mais para tornar esta afirmação convincente.
* * *
Não, não expliquei nem articulei que Mance sabe usar a braçadeira. Mas acredito que o convencimento de que o grilhão será usado pode ser feito sem que este fato seja revelado.

MORTE DE UM RYSWELL

Se eu acredito que Ryswell é um antagonista secreto?
Não. Roger Ryswell está morto .
Deixe-me explicar.
Um broche de cabeça de cavalo
Roger Ryswell usa um broche ímpar para prender sua capa:
um broche de ferro com o formato de uma cabeça de cavalo prendia a capa de Roger Ryswell
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Lembre-se do que Melisandre disse:
– Os ossos ajudam – disse Melisandre. – Os ossos se lembram. As seduções mais fortes são construídas com tais coisas. Uma bota de um homem morto, um tufo de cabelo, um saco de dedos da mão. Com palavras suspiradas e orações, a sombra de um homem pode ser tirada de um e vestida em outro como um manto. A essência de quem veste não muda, apenas sua aparência.
(ADWD, Melisandre)
Parece ser uma observação justa que o broche (e talvez a capa) seria uma fonte ideal para um glamour.
A confusão de Theon
Havia uma passagem no início de A Dança dos Dragões que sempre me intrigara:
Uma coluna de cavaleiros veio logo atrás, liderada por um fidalgote com uma cabeça de cavalo em seu escudo. Um dos filhos de Lorde Ryswell, Fedor soube. Roger, ou talvez Rickard. Ele não sabia quem era quem quando estavam separados.
– Estes são todos? – o cavaleiro perguntou, do alto de um garanhão castanho.
(ADWD, Theon)
Portanto, vemos que Theon tem problemas para diferenciar Roger de Rickard. É possível então que ele pudesse confundir os dois, dentro de determinadas circunstâncias.
Tenho certeza de que a confusão não está presente em situações de grupo, em que seria capaz deduzir qual deles era com base nas ações dos demais. Essa confusão seria mais proeminente em situações em que ele não tivesse outras pessoas para ajudar: em situações silenciosas e solitárias.
A utilização mais proeminente dessa dificuldade ocorre na noite anterior ao início dos assassinatos:
Sob a Torre Queimada, passou por Rickard Ryswell com o nariz enfiado no pescoço de outra das lavadeiras de Abel, a gordinha com bochechas de maçã e nariz achatado. A garota estava descalça na neve, embrulhada em um manto de pele. Ele imaginou que estivesse nua por baixo. Quando ela o viu, disse algo para Ryswell que o fez gargalhar.
(ADWD, O vira-casaca)
É interessante considerar que este aí pode ter sido Roger Ryswell.
A oportunidade
Com base na descrição, a esposa de lança nesta cena é Frenya, uma mulher corpulenta que é bastante habilidosa no combate: na tentativa de fuga, ela conseguiu lutar com uma lança de um dos guardas de Bolton e ferí-lo.
Quando você reflete sobre Frenya estar realmente se atirando sobre Roger (e não Rickard), as hipóteses de repente ganham vida!
Roger está sozinho em uma área isolada de Winterfell, com a esposa de lanças Frenya. A oportunidade de matar Roger para pegar seu broche e sua capa surgiu.
Lembre-se de que os assassinatos começam a acontecer na manhã seguinte a Theon ver Ryswell com Frenya.
A teoria
Usando as ideias que apresentei até agora, gostaria de montar uma teoria sobre Roger Ryswell.
  1. Frenya atraiu Roger Ryswell para o topo da muralha interna de Winterfell. Ela pegou a capa dele e então o empurrou para a morte.
  2. Esta capa foi então atirada ou enviada para Mors Papa-Corvos.
  3. Mors, em posse do grilhão de rubi, usou a capa para parecer Roger e entrar em Winterfell.
  4. Ele então fica por perto, talvez debatendo coisas ou reunindo conhecimentos. Ele participa das investigações dos assassinato, sabotando-as.
  5. Ele encontra Theon na famosa cena do “Homem Encapuzado” e novamente no interrogatório.
  6. Sua presença no interrogatório é o que dá a Mors a confiança de que a missão pode começar.
    Essa teoria faz sentido por alguns motivos:
Vernáculo compartilhado
Sempre houve uma notável semelhança entre duas afirmações, uma feita por Mors Umber e a outra pelo encapuzado:
– Theon Vira-Casaca. Theon assassino de parentes.
– Não sou. Eu nunca... eu era um homem de ferro.
– Falso é tudo o que você era. Como é que ainda está respirando?
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
:::
Em vez disso, ele choramingou através de dentes quebrados e disse:
– Sou...
– ... um vira-casaca e assassino de parentes, – Papa-corvos completou. – Segurará essa língua mentirosa ou a perderá.
(TWOW, Theon – tradução minha)
É notável que pouquíssimas pessoas se refiram a Theon como um assassino de parentes: Mors, Rowan e o Homem Encapuzado.
Mas isso nada se compara ao fato de que o homem encapuzado e Mors chamam Theon de vira-casaca, assassino de parentes e mentiroso / falso ... exatamente na mesma ordem.
Por algum tempo, isso sugeria a possibilidade de Mors ser o homem encapuzado, mas seu olho a menos [de Mors] me impedia de explicar essa possibilidade.
No entanto, a braçadeira de rubi subverte esse problema perfeitamente.
Ocultando o corpo
Vamos revisitar o primeiro assassinato, usando essa teoria como um guia.
Para refrescar sua memória:
Com esta teoria como guia, de repente fica claro: a primeira vítima de assassinato, o corpo enterrado na neve, era na verdade Roger Ryswell.
Em primeiro lugar, há algo muito singular neste assassinato em comparação com todos os outros: o corpo estava escondido.
Os outros assassinatos estavam todos à vista e tiveram um claro componente psicológico. Este corpo não era para ser descoberto:
Se as cadelas de Ramsay não o tivessem desenterrado, ele poderia ter ficado lá até a primavera. Quando Ben Ossos o puxou, Jeyne Cinza havia comido tanto do rosto do morto que meio dia se passou antes que soubessem com certeza quem era: um homem em armas de quatro e quarenta anos que marchara para o Norte com Roger Ryswell.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Além disso, é interessante que o rosto tenha sido comido porque tornou a identificação impossível. Caberia quase inteiramente a “Roger Ryswell” apurar a identidade do homem. Talvez seja por isso que Roger foi tão rápido em descartar o corpo como sendo apenas um bêbado.
Mais uma coisa a notar é que “Roger” declara que a vítima provavelmente estava mijando à beira da muralha:
– Um bêbado – Ryswell declarou. – Mijando da muralha, aposto. Escorregou e caiu. – Ninguém discordou. Mas Theon Greyjoy se perguntou por que um homem subiria por degraus escorregadios de neve até as ameias, na escuridão da noite, apenas para mijar.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Isso poderia de alguma forma implicar que as calças do homem morto estavam abertas ou abaixadas?
Fosse esse o caso, não poderia ser mais provável que o homem estivesse envolvido em um ato sexual quando caiu e morreu? No mínimo, certamente parece mais plausível que um homem procurasse um canto recluso para fazer sexo no alto das muralhas do que que ele tenha escalado uma muralha para mijar.
Resumidamente, se o morto estivesse no meio de algo que envolvesse seu pênis ficar fora das calças enquanto estava em cima das muralhas, provavelmente seria para sexo e não para urinar.
Se for esse o caso, temos que reconhecer que no dia anterior à descoberta do corpo, Theon viu um Ryswell com Frenya. Naquele momento, Theon observa que Frenya provavelmente “estivesse nua por baixo” da capa de pele de urso. Isso parece implicar que eles estavam fazendo (ou iam) fazer sexo. Minha opinião pessoal é que Frenya atraiu Roger Ryswell para o topo das muralhas, prometendo sexo oral. Durante o ato, ela agiu e o matou.

Preparado o palco

Voltando aos pontos iniciais deste ensaio, há questões que precisam de respostas:
  1. Dado que Mors e Mance colaboraram na missão de resgate, como Mors saberia que Mance estava pronto para levar a missão a cabo?
  2. Como Mance saberia que Mors estava fora de Winterfell, pronto para receber Arya?
  3. Por que Mors permaneceria em segredo fora de Winterfell por um dia ou mais antes de tocar seus berrantes?
Mors poderia facilmente indicar a Mance que ele estava no a postos: os berrantes de guerra fazem isso muito bem.
O verdadeiro problema é informar Mors de que a missão de resgate está pronta para acontecer. Para isso, os selvagens precisam ter algum tipo de sinal ou outra forma de se comunicar com Mors. Também pode haver detalhes específicos que modificam quaisquer planos que Mors e Mance possam ter inicialmente traçado.
Em última análise, Mance e Mors iria precisar de alguma forma de se comunicar. Eu acredito que foi por isso que Mors permanece por vários dias fora Winterfell antes de anunciar sua presença com os berrantes de guerra. Ele usa sua presença icógnita para acessar Winterfell e verificar se tudo está pronto para a tentativa de resgate. Talvez seja por isso que os batedores tenham desaparecido, para garantir o disfarce ou algo semelhante.

IMPLICAÇÕES

Existem algumas idéias (e questões) interessantes que surgem a partir deste ensaio:
O que aconteceu com o grilhão de rubi?
Eu acredito que é entregue a Mance antes da partida final de Papa-Corvos do castelo. Isso ocorre porque há evidências de que isso é fundamental para a “estratégia de saída” de Mance.
Senhora Dustin ou o outro Ryswell não notariam?
Os Ryswells se odeiam abertamente. Eles não prestam muita atenção às nuances do comportamento de seus irmãos.
Os Ryswells eventualmente não perceberiam que Roger estava desaparecido (depois que Mors saiu)?
Eventualmente. Não acho que Mors ou Mance realmente se importariam, e ninguém teria ideia do que realmente aconteceu.
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2020.08.25 04:33 Puzzleheaded_Pepper7 PRECISO FALAR COM TODOS OS BISSEXUAIS AQUI.

Então,eu sempre fui apaixonado por meninas(e talvez por meninos,não tenho certeza),e desde pequeno,mesmo que errado,eu via pornô em revistas,dvds e tals escondido. Nunca fiquei com ninguém por ser muito inseguro por causa do meu corpo e timidez,mas eu beijei,no máximo,duas meninas que são minhas primas. Meses depois de descobrir a masturbação,descobri o pornô gay,então passei pelo menos 2 anos vendo apenas isso. Eu passei aquela época sem pensar muito sobre minha sexualidade,mas imaginava como sairia do armário como gay(raramente um pornô bi),pois não via as mulheres com os mesmos olhos como via até os 11/12 anos,porém,durante essa época,ainda tinha crush’s meninas,mesmo que não sexualmente. Só que aos 15/16 pra cima,comecei a olhar para as meninas de um outro jeito também,e isso foi crescendo aos poucos,começou com fantasias sexuais com as minhas crush’s, pornô (de pornô hétero a solo feminino)contos e sonhos eróticos(que acontece raramente),me sentia completo e feliz depois de “vocês sabem oq huehue”. Nunca deixei de gostar de homens tbm,mas minha sexualidade acabou se tornando mais fluida(assistia pornô gay,hétero,masturbação feminina,pornô bissexual,nudes). As vezes eu não me entendia,aí descobri o bi-cycle,o que explicaria porque meu gosto varia muito. As vezes estava querendo mulheres intensamente e nem pensava em homens,as vezes queria somente homens,as vezes os dois. Mesmo assim,mesmo sabendo dos termos e tals,isso me deixava confuso e pegava questionando a validade da minha bissexualidade porque já li muitas histórias sobre “bissexuais” que se descobriram Gay/lésbica/hétero,também pq todo mundo sempre perguntou se eu era gay muitas vezes por causa do meu jeito(eu odeio quando personalidade vira questão de sexualidade) e também porque demorei pra entender a fluidez da sexualidade humana e falta de representatividade bissexual(pois na mídia ou se é hétero ou é homossexual,aí faz parecer que bissexualidade não existe ou não é algo muito improvável),mas ainda assim,essa insegurança sumia,as vezes tenho certeza de que sou 100% bissexual,mas as vezes fico extremamente inseguro,achando não. Hétero sei que não sou. Eu também não consigo me imaginar em relacionamento sério,pois se me relacionar com uma mulher,certamente sentirei vontade de ficar com homens alguma hora,mas se eu namorar um homem,o mesmo acontece. Isso ajuda a piorar minha insegurança.
Edit: eu fui me descobrindo bissexual em 2016/2017,depois me descobri Bi em 2018 e foi indo até agora. Essa insegurança bateu só agora,em meados de 2020.
Edit: postando aqui porque não encontrei comunidade bissexual brasileira.
VOCÊS PASSARAM POR ISSO?? ESTOU FICANDO LOUCO??!! ME AJUDEM!! COMO POSSO FAZER ESSA INSEGURANÇA SUMIR??
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2020.08.23 21:53 bell-bing Fui abusada por ter esse fetiche e me sinto culpada

Primeiramente quero avisar que essa foi uma situação pesada que aconteceu comigo e que preciso desabafar, tem gatilhos na história então se você é sensível a assuntos como abuso melhor passar essa.
Eu (F 24) sempre fui adepta do BDSM, meu ex também era então experimentamos várias coisas dentro desse fetiche. Meu atual namorado não curte o que não deixa as coisas ruins mas acabei reprimindo algumas de minhas fantasias por ele não ser aberto a isso. Em 2018 comecei a faculdade e fiquei muito amiga de uma cara da minha sala que tinha mais o menos a minha idade e vários interesses em comum, a gente ficou muito próximos como amigos a ponto de dividir segredos e falar sobre tudo até sobre sexo e fetiches, eu contei sobre não estar satisfeita pelo meu namorado não topar minhas fantasias, contei alguma delas, e até que uma seria que ele aceitasse fazer um CNC, um sexo sem consentimento mas previamente consentido pelos dois com save word e tudo pra deixar claro que não é um estupro de verdade e sim só uma fantasia, essa era uma vontade que nunca tinha nem contado pro meu namorado já que eu sabia que ele não ia topar, bom esse cara da faculdade também me contou alguns fetiches dele, nada demais, e a amizade normal, nunca dei abertura ou tive interesse pra algo a mais até pq ele já namorava e eu também desde que nos conhecemos.
Esse cara me dava carona até em casa depois da aula quando ia pra casa da namorada pq ela morava perto de mim, uma noite nesse trajeto ele me entregou uma garrafa de “suco” dizendo que era uma nova receita pra lanchonete da namorada ou algo assim que não lembro exatamente, só consigo lembrar que eu bebi e continuei conversando normal até que apaguei. Eu só consigo lembrar de estar meio consciente em alguns momentos e sentir alguém me carregando e mexendo no meu corpo, depois de não sei quanto tempo eu acordei e percebi que estava amarrada em uma cama e sem roupa, esse cara estava esperando eu acordar e então abusou de mim pelo o que eu acho ser mais de uma hora, depois me soltou e foi tomar banho, eu fiquei na cama chorando, me vesti e pedi pra ir embora, ele me deixou em casa e lá eu fiquei por dias sozinha sem coragem de ver ninguém, fingindo que estava doente.
Depois disso dei um jeito de mudar de turno pra nunca mais ver ele mas ele veio atrás de mim pra perguntar pq eu sumi e bloqueei ele em tudo, quando eu disse ele respondeu que eu era louca e ele só estava realizando minha fantasia, que ele achou que eu pedir pra parar e chorar fazia parte da fantasia e só faltou ele dizer que fez um favor pra mim fazendo isso. Eu já estava me sentindo culpada e com isso me senti ainda pior e envergonhada, isso aconteceu a 1 ano mais o menos e nunca tive coragem de contar pra ninguém próximo, nem pro meu namorado. Esse ano comecei a fazer terapia o que está me ajudando a aceitar melhor e agora fico me perguntando se eu devia contar isso pro meu namorado, ou até mesmo pra namorada (agora noiva) desse cara que eu não acho que esteja segura com uma pessoa dessas.
Obrigada quem leu o relato e que também possa servir pra lembrar que fantasias não podem ser confundidas, consentimento sempre vem primeiro.
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2020.08.14 23:38 housedepressivo Quarentena, Omegle e masturbação

Bom, recentemente eu comecei a usar o Omegle, meio que do nada sabe ? Me deu na telha pq consegui uma webcam nova com microfone pro EAD e decidi arriscar. Já tinha visitado o site antes, com meus 14 anos, mas nunca mostrava o rosto e só ficava pulando de pessoa em pessoa sem nunca conversar. Mas nessa quarenta conversei bastante, pelo menos de início... Todos devem saber que o Omegle é cheio de pessoas das mais diversas cidades, outras pessoas desnudas se masturbando ou telas pretas, no início eu sempre pulava os pênes em minha tela, mas depois comecei a demorar mais pra passar por cada um. Em um impulso, decidi fazer o mesmo, me masturbar de frente a minha camera e pular de janela em janela novamente.
Para dar um melhor contexto, estou tentando largar a pornografia, assisti a alguma vídeos e documentários que me deixaram horrorizado. Passei cerca de uma semana sem consumir ou me masturbar, só que quando senti vontade não foi simplesmente ver porno.
Começou simples, o de sempre, mas depois me veio um pensamento " por que não ir no omegle ? Ninguém nunca vai saber e eu só vou mostrar o pinto" Mas não, o Omegle é muito conhecido, e sempre existem muitas crianças lá, não quero traumatizar ninguém e também não sou nenhum tarado. Migrei para o "Chatroullet" para satisfazer minha fantasia. E lá estava eu, de pau na mão e pulando de janela em janela. Chegou em um cara e ficamos nos masturbando um olhando para o outro... Isso me leva a pensar na possibilidade da minha bissexualidade.
Já namorei uma garota, depois dela nunca mais namorei ninguém... Priorizo ver pornôs que priorizam a o penes, como blowjobs e handjobs... Sempre pensei que fosse pra me imaginar no lugar do cara, mas pensando melhor agora não era só isso. Mas não me imagino beijando ou dando pra nenhum homem. Também sou apaixonado pelo corpo feminino, com todas as suas curvas e detalhes... Seios... Cochas...Vagina... Por isso fico mais confuso ainda Mas enfim, me masturbei e não cheguei a gozar em vídeo, sai antes e terminei sozinho. Imediatamente me veio uma culpa horrível, pensamentos paranóicos e ansiosos, como: " sou gay ?", " Vão invadir minha casa?", "Me gravaram?", "O que vai acontecer agora?". Isso tudo ficou martelando na minha cabeça, e ainda martela. Hj senti o impulso de ir ao Chatroullet novamente, fiz de novo... E não me orgulho ... Também não quero fazer de novo, estou com medo de ter esse desejo novamente. Me sinto sujo, estou com nojo de mim mesmo, não sei o que fazer e não tenho com quem conversar sobre isso, tenho medo de me acharem um tarado por me masturbar pra uma câmera... É isso, precisava desabafar e compartilhar, espero que o post não seja apagado, primeira vez fazendo isso aq no Reddit... Queria ouvir a opinião e ter alguém pra conversar sobre. Boa noite a todos, espero que fiquem bem nessa quarenta.
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2020.08.14 03:05 Nonsense_09 A nova Funcionária - Sexo com colega de trabalho (conto)

Obs inciais: é a primeira vez que escrevo um conto aqui, espero que gostem e estou aberto a críticas de como melhorar, eu sou um leitor que gosta de detalhes e coloquei uns bons detalhes na história novamente espero que gostem! A história é baseada em eventos que já passei misturados com um pouco de fantasias minhas
Era manhã e eu estava no trabalho, apenas mais um dia normal para em estagiário solteiro, fazia um certo tempo desde a última vez que havia transado e já sentia os efeitos da abstinência forçada, desde o último mês eu havia percebido que a nova funcionária do meu trabalho me olhava mais que o normal, ela era meu tipo de garota, negra, magra, cabelos cacheados, gostava no nome dela Marcela.. tinha seios pequenos e uma bunda normal mas só em pensar nela nua meu pau ficava duro, tinha vergonha de me aproximar com essas intenções até porquê é meu ambiente de trabalho, não sei se seria coerente fazer isso e...
-- Oi, Bom dia!
disse ela quando passou pela minha mesa com uma pilha de papéis nas mãos.
-- Está quase na hora do intervalo... quer ir comigo lanchar?
nesse momento meu coração deu um leve pulo em meu peito, o sorriso dela era tão doce quanto o seu perfume, não sei exatamente por qual motivo mas senti meu pau ficar duro e me inclinei para frente em uma tentativa de esconder a ereção.
-- É... claro... sim! eu vou! estou com fome também.
-- Que bom bb, em 10 min venho te chamar!
Ela deu uma piscada com seu olho esquerdo, seus olhos eram um verde vivo, davam a ela um ar de mistério e inocência, 10 min mais tarde novamente na minha sala ela apareceu, me olhava fixamente, eu as vezes achava estranho e ficava meio desconfortável mas aquilo tudo me envolvia, e pra ser sincero no fundo eu gostava, pedi permissão ao meu chefe e fui com ela.
Ao sair do prédio onde trabalhamos, o sol estava quente mas não estava desconfortável, ela começou a puxar conversa enquanto nós íamos até a lanchonete do outro lado da rua.
-- então, como tá o trabalho?...
-- bom está a mesma coisa de sempre sabe? as vezes tenho muito o que fazer, outras não tenho nada, as vezes me dar raiva estar lá já outras... bom.. você sabe, aquele tédio de sempre
ela deu um sorriso com o olhar e um leve sorriso com a boca, após um breve silêncio devido estarmos comendo pastel ela me lança um olhar ousado e um pouco atrevido
-- Sei que não faz tanto tempo que nos conhecemos mas quero te perguntar uma coisa, promete que não fica com vergonha?
-- Claro, por que eu ficaria com vergonha?
-- Bom, eu noto como você fica vermelho quando eu falo com você, sua cara branca tá rosada até agora
dizendo isso ela solta uns risinhos e eu fico um pouco sem jeito, e foi aí que reparei na blusa branca com calça jeans e o belo colar fino e dourado que ela usava em volta ao pescoço, ela tinha seios pequenos mas aquela blusa conseguia fazer eles se destacarem, e a calça valorizada a bunda dela.
-- Bom, o que eu quero saber é... você tem namorada?
na mesma hora meu coração deu um novo pulo e bateu muito forte eu mal conseguia esconder que tinha ficado nervoso
-- Bom... Não... é.. por que a pergunta? haha
-- Bom, eu tava pensando... se você quiser claro, que tal dar uma passada lá em casa, eu to morando sozinha, e quero te conhecer mais, o que acha? cê topa?
-- Claro! Sim! eu vou
eu ainda tremia um pouco percebi que minhas suspeitas na verdade não eram paranoias, por que ela me chamaria pra casa dela? a idéia disso me deixava um pouco mais nervoso, mas na minha calça... simplesmente não consegui esconder minha ereção, tomara que ela não perceba
-- Moro descendo a rua na casa de número 36, da uma passada lá hoje a noite, pra gente bater um papo e tals, não gosto de conversar por whats
e era verdade por mais que nos falássemos pelo whats ela não era de puxar muita conserva apesar de me mandar diversos memes
-- Tudo bem, eu vou!
logo após voltarmos ao trabalho e ao passar do dia trocávamos uns flertes, alguns sorrisos, as pessoas do trabalho pareciam perceber apesar de ninguém falar nada (pelo menos na nossa frente não) com o final do expediente ela se despediu de mim com um abraço forte e disse que ia me esperar, combinamos melhor o horário e de 19h estava ótimo, ao final da tarde tomei um bom banho, levei o pênis bem, apesar de eu ser branco meu pau é mais escuro que o resto do corpo, com veias e uma cabeça levemente arosada e de tamanho normal, aproveitei pra me depilar bem, assim que sai do banho me olhei nu no espelho, não se se todos são assim mas ao me ver pelado fiquei excitada, sou magro, apesar de comer muito hahaha, comi um pouco antes de sair de casa e ir para a dela, passei um perfume e fui, no meio do caminho diversos pensamentos me veio a cabeça, assim que cheguei na porta da casa 36 me dei conta que havia me esquecido da camisinha, mas será mesmo que vou precisar, talvez eu esteja me iludindo não sei, antes mesmo que eu batesse na porta e chamasse por seu nome "Marc.." ela abriu a porta, esteva com seus cabelos escuros presos e vestia uma camisa muito muito maior que ela, era como se fosse camisa e saia ao mesmo tempo já que chegava até metade da coxa dela
-- Poxa, chegou bem na hora, gosto de caras pontuais hein rsrs
-- É, eu tava sem fazer nada em casa e pensei que fosse demorar um pouco pra vir pra cá e...
-- Tudo bem bb, entra! eu tenho uns filmes pra gente ver.
entrei pela porta de madeira e dentro da casa era tudo muito comum e normal uma sala grande que dava para um quarto a direita aonde ela dormia e ao final da sala tinha uma espécie de cozinha, ou seja lá o que isso é, me sentei no sofá e foi ai que reparei nas coxas dela, negras como ébano, lisas, até reluzia a luz, não consegui meu pau foi ficando duro, ela sentou do meu lado e ligou a TV, olhou pra mim com aqueles olhos verdes e disse
-- a Tv alta é um bom fundo sonoro não acha?
-- Como assim?
-- Bobinho rsrs, te deixo nervosa não é?
-- Bom... um pouco
-- Eu gosto disso, percebi seus olhares pras minhas coxas, sente isso!
ela pega minha mão e coloca na coxa dela, passei alisando e senti ela arrepiar, meu pau ficou mais duro do que já estava, dava pra sentir a cueca ficando molhada, ela se deita no meu ombro e diz..
-- eu adoro e seu jeito, meio inocente, gosto disso, é virgem?
-- Não! não sou
-- poxa... tenho um fetiche de tirar a virgindade de alguém rsrs
dizendo isso ela passa a mão na minha calça e sente o meu volume..
-- bom a essa altura acho que nem preciso dizer que tenho vontade de te dar né bb?
-- Rsrsrs bom, não vou mentir que tenho vontade de fuder você... em um bom sentido claro
ela rir alto e me beija, que beijo doce, tinha um hálito suave, e seus lábios grandes e cheios sabiam beijar como nenhuma outra, não sei se é minha tara por negras ou se era ela mas meu coração estava a ponto de explodir em meu peito, após um beijo molhado e demorado com alguns intervalos para selinhos e risos, eu decido tomar a iniciativa mais ousada, empurrei ela no outro lado do sofá e tirei o camisão dela, ela estava sem sutiã nem calsinha, tinha os peitos um pouco maiores do que eu pensava, com bicos grandes e pretos, estavam pontudos, ela tinha um piercing no umbigo e entre as coxas uma buceta com pelos pequenos e bem aparados.
-- Nossa bb gostei rsrs espero que goste da minha larrisinha! rsrs
beijei-a mais e fui descendo, primeiro pelo pescoço e logo em seguida para o seios dela, ficaram ainda mais duras com minhas lambidas, não fazia idéia de quanto tempo havia passando só estava ali naquele momento, e que momento! quando desci para a buceta fui beijando-a na barriga, ela se contraia parecia sentir cocegas, gostava daquilo, quando cheguei na buceta estava tão molhada que senti um gosto de gozo, não era comum, me lembrava de relações anteriores que não achei o liquido vaginal com gosto não muito bom mas ela era diferente, era um gosto bom que me instigou a cada vez mais chupar, a cada chupada ela um gemido abafado de tesão e prazer que eu sentia que apenas me motivava cada vez mais 'ai.. ai... ah... isso... mais devagazinho...", introduzir dois dedos e dentro da vagina diz uma forma de gancho pra estimular o ponto G dela, pelo visto consegui fazer direito, não demorou muito ela estava gemendo alto e gozou ali mesmo 'AH,ah... isso... não para pvf.. iss.. a.. ahh..", ela se contorceu e gozou na minha boca, aquilo me deu um prazer imenso pois satisfez dois fetiches meus, um de transar com uma negra outro de uma gostosa gozar na minha boca, fui subindo e beijei ela, com a boca gozada e tudo, ela estava ainda trêmula e com uma cara de prazer imenso enquanto me olhava com seus olhos verdes.
-- Adorei sua oral, nunca pensei que alguém tão tímido fosse me fazer gozar desse jeito
-- obrigado.. bom, gosto de dar prazer e também de receber rsrs
-- prometo que será uma oral que fosse não vai esquecer gatão!
sentei no sofá, nem me lembrava que a televisão estava ligada e sinceramente nem me importei, tirei o tenis, a camisa e quando fui tirar a calça ela me impediu e pediu pra ela tirar, assim que ela mesma terminou de me deixar nu, e olhou meu pau mesmo na frente dela, babando de um jeito que eu mesmo nunca tinha visto, ela olhou pra mim e foi aproximando a boca da cabeça da minha rola, e bem devagarinho foi colocando boca a dentro sempre me olhando com aqueles olhos verdes, aquela pele tom de ébano que me deixava cada vez mais louco de prazer, e foi assim pelos próximos minutos, sempre me olhando com um olhar de prazer enquanto fazia a lingua dançar sobre minha rola, a sensação que senti foi intensa e ela parecia sentir o que eu sentia, toda vez que eu pensava que estava próximo de gozar ela diminiu a intensidade e depois voltava, parecia que queria me torturar mas eu estava amando meu coração mal se continha no peito, a sensação de prazer, uma coceira boa não sei como dizer ela tinha um dom na lingua e nos lábios com a cabeça da minha rola que nenhuma ex teve, alterava entre beijos e gargantas profundas até que eu estava prestes a gozar
-- ah.. ahh... não.. isso.. vai... vou gozar tira a boca
-- Não! quero que você goze na minha boca! vai safado goza!
tentei segurar, mas não consegui, nunca tinha gozado tão intenso senti até o coração parar e depois voltar quando voltei a abrir os olhos ela sorria, com o rosto melado e a boca babada, pulou rápido em mim e nos beijamos prolongadamente, não me importei de ter provado meu prórprio gozo pela boca dela, mas só em ter-la nos meus braços sobre mim, aquilo sim, conseguio me alcamar bem, apos alguns minutos abraçados e nos beijando ela disse bem baixinho ao meu ouvido
-- agora quero que fosse foda minha buceta
aquilo me vez arrepiar e já me sentia pronto pra mais uma rodada, me deitei no sofá e ela montou em mim, passei um bom tempo, gemendo assim como ela, sentindo o quão gostoso é a buceta dela, e pensando no quão sortudo eu sou de tá ali, depois me perdi de mim mesmo, gozei várias vezes e ela também, trocavamos de possição e depois começava tudo denovo, naquela noite me entreguei ao prazer que ela me deu entre as pernas e tudo aquilo que consegui dos seus lábios, não me lembro como mas quando nos demos conta tinhamos perdido a conta de quantas vezes tinhamos transado e já eram 3 da manhã e nós dois ainda tinhamos que trabalhar, dormi com ela, de conchinha, transamos mais algumas vezes até as pernas doerem mais do que já doiam não aguentarmos mais, não sei como consegui me levantar da cama assim que acordei, não sabia se realmente tinha transado tanto com ela ou se alguma parte daquilo foi só um sonho, mas ao vê-la do meu lado com aquele nariz pequeno e fino com um biquinho na boca enquanto dormia cabeos meio bagunçados e nuas com a bunda pra mim... ah aquilo vez meu coração até errar as batidas, era como um anjo no corpo de mulher, eu estava cansado e ela também assim que acordamos nos arrumamos nas pressas e mesmo assim chegamos atrasados ao trabalho mas que importa? a noite foi incrível, naquele mesmo dia assim que acabou nosso horário e fomos nos despedir...
-- gostei muito do que tivemos ontem a noite... minha buceta tá com saudade da sua língua rsrsrs
-- quando quiser uma nova visita é só avisar
-- bom... que tal hoje de noite novamente, no mesmo horário, no mesmo sofá, tudo como um belo replay bb??
-- Já estou lá! rsrsrs
Bom aos que leram até aqui eu agradeço, é um conto inspirados em algumas fantasias minhas misturadas com experiência sexuais que tive! aceito dicas e críticas sobre minha escrita e o que acharam dessa história da Marcela? kkk
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2020.08.06 06:08 denesfernando Sou Babaca Por Querer Que O Namorado Da Minha Amiga Não Passe Mais A Quarentena Aqui E Volte Pra Casa Dele?

Olá Luba, editores, gatas e Turma. Essa história que vou compartilhar aqui é recente, ainda estou tratando em terapia, mas ela começa um pouquinho lá atrás.
Um ""pouco"" de background para situar a todos de onde tudo isso começou.
Em 2013 comecei namorar um cara que vou chamar de Karen, por ele ser muito, mas muito CUSÃO (inclusive, ele se parece muito com você Luba e por vocês serem tão idênticos, eu passei um bom tempo sem assistir o canal, pois não conseguia te ver sem lembrar dele). Mas, enfim, em 2015 ele e o grupo da faculdade dele decidiram morar todos juntos em uma casa perto da faculdade, pois estava exaustivo para todos trabalharem em pontos distintos da cidade (São Paulo, para se alguém quiser se situar).
Então, em janeiro de 2016, eles se mudaram e eu ia para lá aos fins de semana, até que acabei me mudando para a casa em Junho do mesmo ano, no dia do meu aniversário.
Pois bem, foi uma fase horrível da minha vida por causa do meu ex, terminamos em maio de 2017 e tive que sair da casa. Esse meu ex era um abusador, um aproveitador, a pior pessoa que eu poderia ter conhecido na minha vida. Os abusos psicológicos que ele cometeu comigo, afetaram totalmente minha confiança e em como eu viria a me relacionar com outros caras, fora as crises de ansiedade que eu arrasto até hoje.
Mas então, eu fiquei amigo dos amigos dele da faculdade e em especial da Karls que virou minha melhor amiga.
Em 2017 eles terminaram a faculdade e em 2018 o contrato da casa venceu e eles finalmente poderiam se mudar, áquela altura ninguém suportava mais olhar pra cara do Karen.
Então, foi nesse momento, que a Karls e o Akarls me chamaram para vir morar com eles numa nova casa. Sem o Karen. E hoje nós três vivemos como uma família feliz com os nossos pets.
2019
Eu conheci um cara, eu vou chamar ele de Lars.
Lars e eu começamos a trocar mensagens, se conhecer, nos aproximarmos. Até então, antes dele, todos os outros caras que eu acabei ficando, não davam certo, (tem muito gay problemático nessa cidade). Mas Lars foi diferente, conforme nos conhecíamos, ele ia transpondo todas as muralhas que eu usava como defesa, pois meu maior medo seria voltar para um relacionamento abusivo, tóxico e doentio.
Com o Lars eu fui bem devagar, realmente queria conhecer ele, pra ver se o que eu estava sentindo era o certo e se ele não iria me fazer mal.
Nesse tempo conhecendo ele, eu desabafava com Karls todas as minhas inseguranças, pois ela tinha vivido todo o meu drama com o meu ex, ela sabia dos meus medos, receios, inseguranças em me relacionar com alguém e ela me dava todo o apoio, pra poder voltar a acreditar e saber que nem todo mundo é igual o Karen, que na verdade eu dei azar com o Karen, mas que não seria assim de novo.
Depois de tantos embates sobre minhas agruras eu acabei me desarmando e me permiti começar algo com o Lars.
Um mês e meio depois, finalmente decidi trazer ele em casa, para conhecer meus amigos e 😏.
Então, foi nesse fim de semana de novembro de 2019 que coisas aconteceram.
Depois de ficarmos, acabei aceitando os meus sentimentos por ele, pensei que depois de tanto tempo solteiro, passando por aventuras fracassadas com pessoas que não se encaixavam, onde a química só proporcionava uma reação inicial. Ali estava talvez o momento de poder compartilhar momentos com alguém.
Mas aquele início de sonho desmoronou muito rápido. No domingo quando ele estava pra sair para trabalhar, Lars me contou que iria para o Beto Carrero com um amigo. Fui pego de surpresa, pois ele não havia mencionado nada nas nossas conversas durante a semana.
Na época, Lars trabalhava como bartender numa cafeteria e reclamava de trabalhar muito, não ter finais de semana livres e só folgar nas segundas-feiras.
Como não tínhamos oficializado nada, nossa primeira vez foi na noite anterior e o fato de estar disposto a querer começar a construir uma relação tinha sido algo que eu havia arrazoado no meu coração, achei absurdo demais eu questionar porque ele não tinha me falado nada antes.
Tudo bem, ele iria no Beto Carrero com um amigo, logo após sair da cafeteria. Pegaria o ônibus na estação do Tietê no domingo a noite, passaria o dia no parque, já que a folga seria na segunda, e na segunda a noite ele voltaria e iria trabalhar na terça-feira de manhã. Eu, pelo menos, imaginei que seria assim.
Na segunda-feira, eu fui trabalhar normal, vi as fotos dele no Beto Carrero, os stories no Instagram aparentemente nada de estranho, mas a primeira coisa que me chamou a atenção foi o fato dele não ter postado um único story com o amigo, mas até aí, se eu encucasse com isso, seria uma atitude tóxica e eu não queria isso. Numa relação deve existir confiança.
Nós não nos falamos o dia inteiro, pois eu não iria ficar o importunando num passeio como aquele, que ele aproveitasse o máximo possível. Foi quando às 18:00 eu resolvi mandar uma mensagem para ele, já que eu estava saindo do trabalho.
A mensagem era mandando um "oi" e desejando que ele tivesse se divertido bastante e fizesse uma viagem tranquila de volta.
Foi quando ele me respondeu que não voltaria aquela noite, que ele iria para Balneário Camboriú com o amigo passear de barco. Eu fiquei completamente sem reação, foi um choque. Ele só reclamava de como o trabalho explorava ele, não era flexível e do nada, de uma viagem totalmente espontânea que aconteceu aleatoriamente pra aproveitar um dia de folga num bate e volta, surgiu uma folga no dia seguinte.
Eu não tive como não ser arrastado de volta para os tempos do Karen, onde eu fui trouxa por anos, onde ele matava aula pra transar na escada da faculdade, dizia que ficava até mais tarde no serviço pra não pegar trânsito, mas na verdade ia para dates furtivos de apps de pegação (inclusive tenho uma história ótima com relação a isso da época do Karen), enfim, meu cérebro e meu coração ligaram o sinal vermelho, as sirenes começaram a zunir no meu ouvido, a última coisa que eu queria era ser enganado como fui na minha última relação.
Voltando, Lars não falou mais nada depois disso, fui pra casa naquele dia. Na terça-feira de manhã, outro sinal de alerta, não tinha nenhuma mensagem no celular. Isso poderia ser irrelevante, se a gente não tivesse passado o último mês e meio, trocando várias mensagens e memes da hora que acordava até a hora de dormir. Me senti mal, a conversa tinha morrido da noite para o dia, fiquei angustiado, pois eu estava começando a gostar dele e aquilo mudou da noite para o dia.
Terça-feira se foi, ele em Balneário Camboriú, fotos e stories no Instagram se seguiram e nada desse amigo misterioso.
Finalmente, a noite ele estava voltando e mandou uma mensagem dizendo que estava exausto, mas estava voltando. Nesse momento, minha mente já tinha formulado mil e uma histórias, mas resolvi ser prudente, apesar da angustia que estava sentindo.
Foi difícil dormir aquela noite, na manhã seguinte, ele mandou uma mensagem dizendo que havia chegado, estava exausto, mas estava indo trabalhar.
Nossa conversa, já não era a mesma, algo tinha mudado, as palavras ou a ausência delas são um termômetro para o coração, escrever para outra pessoa é um ato de conexão e o nosso elo havia se rompido.
Foi quando resolvi confrontá-lo.
Segue abaixo a conversa no whatsapp:
[28/11 11:56] Denes: Desculpa, Lars.
[28/11 11:56] Denes: Eu não sei de fato o que aconteceu
[28/11 11:56] Lars: Pelo o que ?
[28/11 11:56] Denes: mas desde terça que eu sinto que nossa conversa morreu
[28/11 11:56] Lars: :(
[28/11 11:56] Lars: Eu que peço desculpas
[28/11 11:57] Denes: se vc puder me dar uma luz
[28/11 11:57] Lars: Questão de conversa tbm não sei ... :(
[28/11 11:58] Lars: Não quero ser cuzao contigo
[28/11 11:58] Denes: me diz o que tá acontecendo
[28/11 11:59] Lars: Gosto olhando no olho
[28/11 11:59] Lars: Gosto de vc
[28/11 11:59] Denes: talvez não haja olho no olho se eu não entender o que está acontecendo
[28/11 12:00] Denes: eu tb descobri que estou gostando de vc
[28/11 12:00] Denes: descobri de uma maneira bem ruim
[28/11 12:00] Denes: só quero que vc me diga
[28/11 12:00] Denes: sem medo
[28/11 12:02] Lars: Eu recebi uma ligação de alguém antes de viajar que me deixou balanceado
[28/11 12:02] Denes: prossiga
[28/11 12:02] Lars: Não gosto da ideia por aqui
[28/11 12:03] Lars: Mas tá bom ...
[28/11 12:03] Denes: por favor, agora que começou, não pare
[28/11 12:03] Lars: Pouco antes de conhecer vc eu tinha acabado um relacionamento ...
[28/11 12:03] Denes: hum
[28/11 12:04] Lars: E tipo ainda algo que me deixa balançado e tal ...
[28/11 12:05] Denes: entendi
[28/11 12:05] Denes: ah...
[28/11 12:05] Lars: E tipo não quero mentir pra vc
[28/11 12:05] Lars: Nem ser um cuzao contigo me entende
[28/11 12:05] Lars: Quero ser sincero sempre
[28/11 12:05] Lars: Não só com vc mas comigo mesmo
[28/11 12:06] Denes: então, o livro de Harry Potter que está com vc, foi um presente de um amigo meu que faleceu esse ano, será que posso pegar com vc na catraca amanhã da Santos Imigrantes
[28/11 12:06] Lars: Sim ... Claro ... Mas queria conversar mais com vc pessoalmente
[28/11 12:06] Lars: Se não se importar
[28/11 12:07] Lars: Tenho um presente pra vc
[28/11 12:07] Denes: eu vou me importar
[28/11 12:07] Denes: por favor, sem presentes
[28/11 12:07] Lars: Tudo bem :(
[28/11 12:09] Denes: amanhã as 8:30 te encontro na Catraca
[28/11 12:09] Lars: :( eu lhe entendo sabe ... Mas confesso que gosto de vc e queria que vc permanecesse na minha vida independente de qualquer coisa
[28/11 12:09] Denes: não será possível
[28/11 12:09] Lars: Tudo bem eu entendo vc ... :(
[28/11 12:09] Lars: Me desculpa
[28/11 12:10] Denes: te encontro amanhã na catraca sem falta
[28/11 12:21] Lars: Hj vc sai que horas do trabalho?
[28/11 12:24] Denes: Desculpa, Lars. Mas eu só pretendo te encontrar para pegar o meu livro. Não, temos nada para conversar. Você não me deve satisfações, justificativas ou esclarecimentos. Apenas o meu respeito. Mas, mesmo assim. Esse ponto final precisa ser colocado.
[28/11 12:25] Lars: Tudo bem eu entendo e respeito vc ... Falei de hj pq posso te entregar hj o livro
[28/11 12:25] Lars: Ele está comigo aqui no trabalho
[28/11 12:26] Denes: Eu saio às 18:00
[28/11 12:26] Lars: Posso te entregar hj o mesmo horário ... Na estação melhor pra vc
[28/11 12:27] Denes: Que horas na Santos Imigrantes vc vai passar por lá?
[28/11 12:27] Lars: Umas 19h a 19:30
[28/11 12:28] Lars: Mas espero a sua hora
[28/11 12:28] Denes: Okay, as 19:00 estarei lá
[28/11 12:28] Denes: Se chegar antes estarei sentado em algum dos bancos da plataforma
[28/11 12:29] Lars: Tá bom
[28/11 12:29] Lars: Sei o que vc vai falar ... Mas desculpas :(
Quando ele falou dessa ligação do ex e ficou balançado, eu senti uma enxurrada de sentimentos negativos, o tsunami de chorume que eram as mentiras do Karen voltando a tona. Todas as desculpas esfarrapadas, parecia que eu estava vivendo tudo outra vez.
Eu estava cego, na gana de não querer cometer os mesmos erros do passado, acabei sendo seco, duro e intolerante, condenando um pelos erros de outro.
Eu já tinha sentenciado dentro de mim que aquela viagem foi algo que ele tinha programado com o ex e que tinha ido com ele e que eles tinham se acertado e que ele queria me manter como step se nada desse certo. Enfim…
Nesse mesmo dia, fui buscar o meu livro (um fato curioso, esse livro que foi presente de um amigo que veio a falecer em 2019, foi um presente pra me lembrar o quanto eu sou uma pessoa corajosa, era a edição de 20 anos da Pedra Filosofal nas cores da Grifinória e dentro ele escreveu a famosa frase da Luna "As coisas que perdemos sempre acabam voltando para nós. Mas nem sempre na forma em que pensamos." https://imgur.com/a/ebJFd2U
Ironicamente, quando paro pra olhar isso em particular, penso na grande ironia de tudo.
Eu cheguei antes na estação, fiquei esperando, sentado num banco na plataforma, vendo vários trens passando, várias pessoas descendo na estação vindo depois de mais um dia de trabalho. A minha ansiedade estava a mil, eu queria chorar, estava angustiado com tudo aquilo, pior, sem entender como "tinha cometido" o mesmo erro outra vez.
Ele chegou uns 15 minutos depois, estava com o livro na mão, eu peguei o livro e então ele me estendeu os braços pedindo um abraço, fiz com ele o que eu devia ter feito com o Karen, olhei para ele com a minha pior cara de desgosto e nojo e falei "Adeus", virei as costas e deixei ele lá.
Hoje, não me orgulho do que eu fiz, sinto vergonha quando penso, mas para que vocês entendam aquele gesto, mesmo ele não sabendo, era algo traumatizante, no término com o Karen, quando coloquei minhas malas e meus livros no táxi, ele chegou até mim e na maior cara de pau, na sua maior interpretação pra burguês ver, ele me pediu um abraço e o trouxa aqui cedeu esse abraço, então ele sussurrou no meu ouvido "Sou eternamente grato por tudo o que a gente viveu e você vai sempre poder contar comigo para o que você precisar" e quando eu precisei o que eu ouvi? "Não tenho obrigação nenhuma de te ajudar."
Quando eu saí da estação, bloqueei o Lars em todas as redes sociais, Facebook, Instagram, Whatsapp e até o número dele pra ele não me mandar SMS ou ligar. Não queria nunca mais ouvir falar dele pelo resto da minha vida.
Alguns dias se passaram e a Karls me contou que Lars havia mandado mensagem para ela no Instagram dizendo que estava preocupado comigo, queria falar comigo e eu irredutível falei que nunca mais queria saber nada a respeito dele.
Então ali eu tinha colocado uma pedra em cima desse assunto, vida que segue.
Dezembro de 2019
Karls é uma garota muito linda, mas em todos esses anos de amizade ela só se envolvia com os piores caras do Tinder, uma fase da vida dela que fazemos piada, mas que se você olhar atentamente, era bem triste.
Ela tinha o sonho de conhecer um cara bacana, compartilhar momentos, viver toda aquela fantasia de namoro, dormir abraçada, assistir anime, cantar músicas da Disney e cozinhar todos os pratos possíveis de todos os programas de culinária que existem no mundo.
Depois de anos, esse cara apareceu. Vamos chamá-lo de Darls.
Darls é um cara super carismático, que faz amizade por onde ele passa, falador, contador de piada, solicito, uma pessoa que todo mundo iria adorar ter como amigo.
JANEIRO 2020
Parecia que Darls sempre esteve nas nossas vidas, Akarls e eu o recebemos de braços abertos, pois víamos o quanto ele fazia Karls feliz.
Logo ele começou me pedir dicas e mais dicas de coisas que fariam a Karls feliz e nesses 5 anos de amizade eu era a pessoa que mais sabia de tudo o que a Karls gostava.
FEVEREIRO 2020
Eles oficializaram o namoro, (meio rápido, mas…), então ela entrou numa tour para conhecer todas os amigos dele, pois ele queria apresentar a namorada para as pessoas importantes na vida dele.
Darls mora a 35km de distância, num bairro distante, 2 horas de viagem no mínimo, mas ele sempre estava vindo passar mais tempo aqui.
MARÇO 2020
Pandemia chegou, isolamento social foi instaurado, pessoas em casa. Eu sou editor de vídeo, então estou trabalhando em casa desde que esse inferno começou. E quem acabou vindo para cá, também? Exatamente, Darls.
A companhia dele era agradável, e por vermos Karls feliz, nada objetamos, aceitamos naturalmente a estadia dele aqui. Mesmo que nunca tenhamos conversado isso entre nós, foi natural olharmos para a felicidade dela.
ABRIL 2020
Um mês de quarentena, eu sou uma pessoa ansiosa. Solteiro que passou da barreira dos 30, já havia sentenciado que não conheceria ninguém e morreria só, pois já estava sem esperança de conhecer alguém em um mundo sem um vírus mortal, imagina em um mundo onde estar perto 2 metros de alguém pode ser sua sentença de morte.
Eu comecei entrar numa crise terrível, comecei trabalhar demais, a fazer 12 horas de trabalho por dia e no meu tempo vago eu comecei a assistir todos os filmes e curtas gays já foram produzidos no mundo. E nisso, fiz a burrada de assistir um filme que superestimei por anos.
Brokeback Mountain.
'O que eu fiz da minha vida?'
Eu fiquei tão mal, mas tão mal, que naquela noite eu fui dormir chorando e os dias que se seguiram eu tive tanto remorso pelo final daquele filme, que certo dia eu comecei chorar na frente da Karls e do Darls enquanto a gente almoçava.
No final de abril, meu tio implorou que eu fosse na casa dele, pois estava tendo um problema entre minha mãe e minha irmã e ele estava preocupado da minha mãe acabar se metendo em um avião e vindo pra São Paulo no meio de uma pandemia. Fui, como se eu já não estivesse colapsando, ainda tinha que resolver o problema de outras pessoas.
Naquela semana, eu assisti um vídeo, tenho 80% de certeza que foi no LubaTV os outros 20% acho que foi no canal do Henry Bugalho, que falava sobre perdão, algo do tipo "se não perdoamos, do que adianta pedirmos desculpas" e eu já estava muito reflexivo.
De noite, eu estava no apartamento do meu tio, quando recebi uma notificação de que alguém tinha me seguido no Twitter.
Abri a notificação e vi que era o Lars me seguindo quase 6 meses depois. Ele não tinha twitter e tinha criado uma conta por causa da quarentena.
Minha primeira reação foi bloquear ele, mas aí bateu aquele turbilhão de coisas acumuladas nessa quarentena. O final de Brokeback Mountain, a fala sobre perdão e um detalhe sobre o Lars que pesou muito, ele tem diabetes, acho que é um tipo raro, ele desenvolveu super novo, ele toma dois tipos de insulina, ele é grupo do risco.
Sentei no sofá e me perguntei, 'o que ele queria depois de todos esses meses? Ele não entendeu o meu "Adeus"?'
Pois, bem. Fui até o Instagram, desbloqueei ele e mandei a seguinte mensagem:
"O que você quer?"
Ele levou uma meia hora pra me responder, o 'digitando…' parecia eterno.
Resumindo, ele falou que se importava muito comigo, que eu marquei a vida dele, que nunca quis se distanciar de mim, que jamais foi a intenção me magoar com o que quer que tenha acontecido e que nunca dei a oportunidade dele se explicar.
E eu respondi, que não importava o que ele tivesse para me dizer, não ia mudar a opinião que eu tinha sobre ele.
Ledo engano, meus caros.
Fui dormir às 4 da manhã, tirei tudo de dentro de mim, tudo o que eu inventei na minha cabeça. Porque no meu relacionamento anterior eu ouvi tantas mentiras, que acabei jurando que qualquer um iria mentir para mim, era o único referencial que eu tinha.
Só para que vocês saibam, era realmente um amigo, as fotos que ele tirou junto com o amigo no Beto Carrero, foram todas no celular do amigo a folga da Terça-feira, o chefe dele estava devendo uma folga para ele e como ele não iria poder tirar essa folga a mais do que as que estavam previstas para Dezembro, o chefe deu a folga pra ele na terça para que ele aproveitasse mais um dia de viagem. E sim, o ex dele ligou, ele ficou balançado, pois eles tinham tido uma história recém terminada, mas ele me contou, primeiro porque eu insisti, mas também porque ele não queria mentir pra mim, já que eu tinha todo esse problema com mentiras, então ele queria ser honesto comigo desde o início e que nunca foi a intenção dele voltar com o ex, tanto que ele não voltou, ele queria estar comigo, e que mesmo tendo passado todo aquele tempo ele nunca tinha me esquecido e não tinha desistido de mim.
Eu falei para ele que não sabia como reagir a tudo aquilo, disse que não sabia se seria capaz de confiar nele. E que ele não tivesse esperança, mas que eu iria refletir sobre tudo aquilo.
Então eu voltei pra casa e compartilhei a história com Karls e Darls.
Karls ficou meio com o pé atrás, mas Darls me apontou os erros que eu cometi, me fez enxergar o quanto eu tinha exagerado pelo medo e desconfiança que eu tinha, que não tinha nada a ver com Lars e minha ficha caiu.
Agora, tudo o que me restava era o meu orgulho, eu precisava passar por cima disso.
Voltei a conversar com Lars, aos poucos, foi difícil no início, mas ele foi muito tolerante, eu expliquei que não estava sendo fácil voltar a conversar com ele, mas que compreendi que muito daquela situação era culpa minha.
Ele começou a me mandar mensagens de manhã e a noite, de bom dia e boa noite e esporadicamente algum meme. Foram duas semanas conversando quando houve a necessidade da gente se ver. Eu não sabia como iria reagir.
Sim, ele viria aqui em casa no meio de uma quarentena, mas antes que cresça os julgamentos, moramos próximo um do outro, ele viria a pé, sem pegar nenhuma condução e num horário de pouco fluxo.
MAIO 2020
Então comuniquei que ele viria aqui em casa para Karls, Akarls e Darls. Aparentemente, achei que todos tinham recebido a notícia de bom grado.
Ele veio, a primeira coisa que ele fez foi ir para o banheiro tomar banho, com Covid não se brinca. Depois, sentamos e conversamos, e mais uma vez, eu falei tudo de novo, dessa vez olhando no olho, colocando tudo a limpo, uma conversa franca, contei de todas as impressões que eu tive de tudo o que aconteceu, como a narrativa se construiu na minha cabeça e porque agi da maneira que agi.
Em contra partida, ele disse que estava tudo bem, disse que ficou muito chateado, mas os amigos dele conversaram com ele dizendo que tinha um motivo para eu agir como eu tinha agido. Ele me falou que nunca me esqueceu e queria ter uma oportunidade de conversar comigo e esclarecer as coisas, pois sabia que tudo tinha sido um grande mal entendido. Ele falou que mandou várias mensagens para a Karls, mas não obteve resposta. E quando ele me mandou o convite no Twitter, ele disse que seria a sua última tentativa de se aproximar de mim, se não desse certo, ele mesmo desistiria de tudo.
Ele passou três dias aqui em casa, eu não me abri tanto com ele com relação a isso, mas eu senti muito remorso por como as coisas aconteceram por minha causa.
Outra coisa, lembra na mensagem, quando ele falou que tinha um presente para me dar e eu falei que não queria? Ele trouxe o presente, ele guardou o presente todo esse tempo e disse que toda vez que via o presente, ele lembrava de tudo o que a gente viveu e a coisa que ele mais queria era me dar esse presente, que ironicamente ele comprou na viagem para o Beto Carrero.
Era um funko do Harry Potter, já que eu amo muito Harry Potter. (Não, não sou transfóbico, eu amo Harry Potter desde 2000). http://imgur.com/gallery/cah0Ry7
Ele voltou pra casa dele. Continuamos a nos falar, reatar laços, ter essa troca.
Compartilhei minhas impressões com Karls e Darls, eu estava relutante, desacreditado. As pessoas subestimam relacionamentos abusivos, mas a gente carrega coisas por anos, os estragos são terríveis, estava eu provavelmente estragando uma oportunidade de ser feliz por medo de ser feliz.
As coisas foram devagar, estávamos conversando de nossas rotinas na quarentena, ele o quanto sentia falta do trabalho e não aguentava mais assistir séries e eu o quanto estava trabalhando e engordando, já que editor de vídeo trabalha em casa, praticamos isolamento social antes disso "estar na moda" (✌️ salve editores do canal, eu juro que tô escrevendo essa história que já passa de 4 mil palavras, pensando se realmente o Luba lerá essa história na Turma-Feira, fico imaginando no trabalhão que vocês vão ter pra editar, se eu puder pedir, posta a Timeline pra eu ver como ficou no final, curto muito timelines [Sim, pra quem não entende, isso é meio creep]).
JUNHO 2020
Lars voltou, veio para estar comigo no meu aniversário, inclusive ele me presenteou com Find Me do André Aciman, ele disse que queria me dar a muito tempo, pois em novembro do ano passado eu estava lendo Call me by your name e eu estava namorando pra comprar o livro quando fosse lançado, mas não deu nem tempo dele poder comprar na época.
No meu aniversário, resolvi cozinhar para comemorar, fazer escondidinho de frango. Eu estava de folga e queria fazer algo especial para Karls, Darls, Akarls e Lars. Eu passei a tarde e começo da noite cozinhando e Lars me ajudando.
Então, aconteceu o estopim de todo o caos.
Karls e Darls desceram e viram que o escondidinho não estava pronta ainda, ela fechou a cara e disse "Nossa, ainda não está pronto?". Depois eles fizeram um sanduíche e comeram e subiram, bastou aquilo pra me entristecer, até entendo que ela poderia estar com fome, mas ela bater porta de armário e a porta da geladeira acabou todo o meu ânimo, me senti super mal.
Comi aquele escondidinho triste, o clima na mesa estava tenso e na boa o que era pra ser uma comemoração no que eu acreditava ser entre família, foi a porcaria de um jantar de aniversário que eu perdi tempo fazendo.
Lars voltou pra casa dele, continuamos nos falando e estreitando os laços, aproveitando a companhia um do outro, e finalmente no meio de toda essa situação de merda que estamos vivendo no planeta, senti uma esperança de que talvez tudo daria certo, pelo menos uma vez.
Mais uma vez, ele veio passar o fim de semana aqui em casa, e foi divertido, assistimos filme, contamos piadas e o melhor, eu estava podendo dormir abraçado com ele, por a cabeça no travesseiro e não me sentir só.
JULHO 2020
O mês do caos, eu odeio Julho, por tantos motivos, sério. Eu tenho inúmeras histórias de desgraças nesse mês que PQP (Gif da Xuxa).
Lars me mandou mensagem dizendo que ele teve uma briga terrível com o sobrinho dele, na briga eles só faltaram sair na porrada, ele falou que estava mal por estar na casa da irmã dele e por toda essa indisposição com o sobrinho que tem 18 anos e é um completo folgado. Ele disse que iria procurar um lugar pra ficar, mas até lá, ele perguntou se poderia ficar aqui até encontrar esse lugar.
E como eu já fui colocado pra fora de casa pelo meu tio e me vi sozinho, eu sei o quanto é importante ter alguém pra estender uma mão amiga nessa hora.
Eu respondi que sim, mas que ia comunicar o Karls e o Akarls. Expliquei a situação Lars e eles falaram que tudo bem.
A Karls começou a fazer um freela permanente em um grande estúdio aqui de SP, então ela já não estava ficando em casa e quando estava, ficava a maior parte do tempo com o Darls, que ficou aqui em casa, mesmo ela trabalhando regularmente, já que as coisas estão flexibilizadas por aqui.
A princípio, Lars ficaria aqui até dia 10, ele tinha acertado de ir morar com um pessoal que ele achou num grupo do Facebook, mas o lugar onde esse pessoal ia morar não deu certo, pelo o que ele me contou, foi lance com a Porto Seguro, ele ficou decepcionado, porque os meninos eram legais. Então, ele voltou para a busca de encontrar um lugar pra ficar, eu inocente disse que ele poderia ficar o tempo que precisasse.
Interiormente, eu queria me redimir por toda a injustiça que foi o nosso início, queria fazer certo dessa vez, pois ele estava sendo bom pra mim e eu nunca tinha tido isso, esse convívio.
Enquanto ele estava aqui, comecei a ter companhia para o almoço, passei a comer direito, já que ele é obrigado a comer certo por causa da diabetes, eu estava até me alimentando nos horários certos. As noites assistíamos séries abraçados, até a hora de dormir. Parecia um oasis no meio de todo esse inferno que estamos vivendo, por um único instante eu esqueci de tudo de ruim.
Nesse período, ele estava procurando vários quartos, mas só encontrava cativeiros sendo alugados por mercenários.
Conforme o mês ia passando, Karls estava bem estressada com tudo e quando estava todo mundo na cozinha, ela parecia evitar querer falar com ele. No início, eu pensei que fosse TPM ou alguma coisa em particular dela com Darls.
Mas eu tive certeza que era alguma coisa com o Lars, no dia que estávamos jantando e ela veio informar que o botijão de gás tinha acabado e ela tinha comprado um novo, mas ela insinuou que estávamos cozinhando demais. Eu fiquei, sem reação, pois não esperava por aquilo, como eu falei, ela e o Darls estavam fazendo todas as receitas que existiam na internet, como que o Lars 10 dia aqui era a causa do botijão ter acabado?
Então aquilo começou a ficar espinhoso e o meu erro foi não ter confrontado. Eu comecei a me sentir acuado com o Lars e não sabia o que fazer, ele já estava numa puta situação frágil por ter saído da casa da irmã por indisposição com o sobrinho e a coisa que eu mais queria era que ele se sentisse confortável na minha própria casa.
No meio de tudo isso, ele voltou a trabalhar e eu passei a acordar cedo junto com ele, pra tomar café e abrir o portão pra ele poder sair, num desses dias, eu levantei e fui no banheiro e enquanto eu usava, a Karls bateu na porta perguntando quem é que estava lá dentro de uma maneira meio ríspida, no caso era eu, mas o Lars viu a situação toda, ele não me falou, mas eu reparei que ele parou de tomar banho de manhã antes do trabalho. Dizia ele que o banho da noite era suficiente.
Depois, ele parou de tomar café da manhã, disse que tomaria café na cafeteria que ele trabalha.
A próxima coisa que aconteceu foi um dia que eu estava na cozinha e fui informado que Karls e Akarls decidiram que não iríamos mais fazer as compras de mercado juntos. E que só manteríamos os produtos de limpeza e higiene e que o resto era cada um por si.
Confesso, que na hora não compreendi o que estava acontecendo, eu estava muito desligado, na verdade não acreditava que os meus amigos estavam me excluindo por causa do Lars, eu estava sendo ingênuo, pois não imaginaria que aquilo estava acontecendo.
No meio desse caos todo, Lars, virou pra mim e disse que a irmã dele pediu que ele fosse na casa dela. Então ele iria direto do trabalho e dormiria lá no sábado para o domingo, já que estaria de folga e voltaria pra cá no domingo a noite.
Só que ele não voltou, ele disse que a irmã dele pediu para que ele dormisse lá mais uma noite. Pensei, okay, ele vem então amanhã direto do trabalho pra cá, mas aí ele não veio na segunda, foi quando o peso de tudo bateu.
A essa altura eu já estava angustiado com tudo aquilo e direcionei minha frustração para o lado errado, em vez de confrontar quem estava causando toda essa situação insatistória, eu cobrei dele, porque ele não estava aqui. Perguntei, porque ele não queria estar mais aqui. Ele falou que queria. Então, eu perguntei porque o domingo, virou segunda e agora a segunda virou terça? Ele hesitou, aí eu perguntei se era por causa da Karls e ele disse que só não queria incomodar ninguém.
Eu fiquei mal, por ele se sentir mais incomodado na minha casa do que na casa da irmã dele com o sobrinho folgado que estava fazendo da vida dele um inferno.
Fiquei desapontado, ele veio na quarta, conversei com ele, disse que iria conversar com a Karls sobre toda essa situação. Mas já era tarde.
Era a última semana de Julho, e antes mesmo que eu pudesse conversar com a Karls, Akarls chegou dizendo que não dava mais para dividirmos a conta de água como estávamos fazendo, por 3, teríamos que dividir por 5, já que a conta ficou mais cara.
Na sexta-feira daquela semana, Lars encontrou um quarto numa casa que ele meio que alugou as pressas e ele se mudaria na primeira segunda de agosto. Quando eu pude confrontar Karls, no sábado, sobre tudo aquilo, já era tarde. Falei que fiquei chateado deles quererem repartir a conta da casa por 5 com o Lars pelo mês que ele passou aqui, mas isso nunca foi nem cogitado nos 5 meses do Darls aqui. Falei que fiquei decepcionado por ela não ser capaz de enxergar a minha felicidade. Por não ser capaz de ver o quanto eu estava feliz, como eu enxerguei a felicidade dela com o Darls e o recebemos de bom grado dentro de casa por causa da felicidade dela. Disse que foi muito cômodo pra ela ter alguém pra poder dormir junto, assistir coisas juntos, ter os momentos a dois e quando eu pude ter o mesmo, ela não olhou para mim com os mesmos olhos.
Enfim, Lars se mudou, tomei esse tempo que poderia estar assistindo uma série com ele para escrever tudo isso. Angustiado e decepcionado. Darls não tem culpa de nada do que está acontecendo, mas agora acho completamente injusto ele estar aqui e o Lars não estar, não sei o que fazer, minha vontade é de falar, "acabou a quarentena para os dois, pode voltar para sua casa". Me sinto injustiçado e triste por alguém que eu amo tanto, não ter sido capaz de enxergar que eu estava feliz. É isso, estou esperando a próxima sessão da minha terapia e Karls e Darls estão lá no quarto dela e eu estou só.
E para finalizar, essa foi minha conversa agora a pouco com o Lars.
Lars https://imgur.com/gallery/PRrxEI6
submitted by denesfernando to TurmaFeira [link] [comments]


2020.08.01 01:42 NoUseFor_a_UserName Aral

Eu gosto de pensar que quando lembro de você, minha dor viaja até esse lugar frio e perdido entre as serras da divisa das Minas Gerais com o Espírito Santo. Bendito quase vilarejo onde eu aprendi o que era saudade, na época em que pisar na rodoviária e te achar me esperando já deixava meu coração apertado, por saber que dentro de algumas horas nós iríamos nos despedir, com esse aperto já subindo pela garganta e engasgando minhas palavras. Bendita garganta que, minutos antes, naquela praça ainda mais gelada do que o resto da cidade, disparava tão naturalmente aquelas três palavras pela minha boca, para fazer a sua querer me beijar com mais força enquanto a gente se segurava para não declarar completamente nosso amor na frente de todo o mundo. Bendito mundo, que observava não sei com que intento a nossa vontade tão evidente de dar às nossas fantasias ansiosas uma certeza breve. A nossa vontade tão inocente. Bendita inocência que me fez te escrever aquela música, lembra? "Quanto tempo falta..." Mas faltou tempo demais e, um dia, por acaso, acabou. Bendito tempo. Eu gosto de pensar que quando lembro de você, minha dor viaja através desse implacável obstáculo e sopra em meus ouvidos o único conselho que meu coração adolescente aceitaria sem questionar: ninguém mais será capaz de aquecer esse lugar. 
submitted by NoUseFor_a_UserName to rapidinhapoetica [link] [comments]


2020.07.23 08:41 Heya2x Extroversão x Introversão

Antes de tudo, gostaria de adiantar que minha intenção aqui não é ofender ninguém. Apesar de saber que isso pode vir a acontecer de qualquer forma. Bem, continue por sua conta. Se discorda de algo, é livre pra me refutar. Afinal, não há nada melhor do que aprender.
Como está escrito no título da postagem, gostaria de fazer uma comparação (talvez desnecessária, até) de pessoas extrovertidas com introvertidas.
Pessoas extrovertidas, ao meu ver possuem mais chances de crescerem economicamente devido a facilidade (natural) que possuem em se relacionar com outras pessoas. De se envolver com elas. Consequentemente elas possuem mais chances de conseguir contatos fundamentais para os colocar em certos cargos, por exemplo. Amizades e etc.
Pessoas introvertidas ficam atrás de extrovertidas nessa parte, mas não são tão inferiores assim (se não forem tão tímidas). Digo isso pois, pessoas introvertidas, ao meu ver, são mais suscetíveis de se tornarem artistas.
São pessoas talentosas. Acredito que, pelo fato de passarem muito tempo consigo mesmas, tenham mais auto-conhecimento e uma visão mais realista de mundo. Acredito que também não se deixem levar com fantasias criadas pela nossa sociedade.
Resumindo: os considero pessoas mais suscetíveis a se tornarem inteligentes.
Extrovertidos não são necessariamente burros ao meu ver, claro. Mas sim, são menos suscetíveis a se tornarem tal.
Lembrando que inteligência é algo bastante relativo. Há várias coisas que podem fazer duma pessoa, alguém "inteligente". Mas, nos dias de hoje, que coisas são as "mais importantes"?
Conhecimento em psicologia é uma das mais importantes pra mim. Auto-conhecimento. Ser uma pessoa extremamente boa em cálculos não tem o mesmo valor, pra mim.
Meus requisitos são coisas supostamente necessárias para a sobrevivência (num sentido mais restrito).
Não falo de requisitos pra ter uma boa vida financeira nem nada, por exemplo.
Voltando ao que importa... Pessoas talentosas são reconhecidas de alguma maneira. E, pessoas mais recatadas chamam tanta atenção quanto extrovertidas. (isso se o extrovertido não brilhar demais).
No fim, eu prefiro a Introversão. Mas, priorizando o equilíbrio. "Tudo em exagero faz mal", é o que dizem.
Pessoas recatadas demais podem acabar perdendo certas oportunidades por pura timidez.
Não sei se esqueci de dar alguma informação pra entenderem o meu ponto, ou se precisava aprofundar mais... porém, dane-se, com todo respeito. Já são 4 da madrugada praticamente, e eu estou indo me deitar assim que terminar de postar isso.
Nem sei se vão ler tudo mesmo. Mas, obrigado a quem leu até aqui. sz
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2020.07.17 04:50 clathereum2 Contardo Calligaris, "Cartas a um jovem terapeuta", cap. IV, 2007

"Caro amigo,
Você me perguntou: 'O que faço, se me apaixono por uma paciente?'. E lhe respondi laconicamente: 'Será que é uma questão urgente?'. Você replicou: 'Desde o começo de minha formação, pratico (só de vez em quando, não se preocupe) um devaneio em que curo milagrosamente uma moça emudecida por sua loucura e, lógico, nos amamos para sempre.' Depois disso, decidi levar sua pergunta a sério.
Talvez você se lembre de que, na minha primeira carta, falei um pouco da admiração, do respeito, e, em geral, dos sentimentos que destinamos às pessoas a quem pedimos algum tipo de cura para nossos males.
Comentei que era bom que fosse assim, pois esses afetos facilitam o trabalho de um terapeuta. E acrescentei que isso é especialmente verdadeiro no caso da psicoterapia, com a exceção de que, neste caso, espera-se que o encantamento se resolva, acabe um dia. Sem isso, a psicoterapia condenaria o paciente a uma eterna dependência afetiva.
Repare que, às vezes, sentimentos negativos, como o ódio, permitem e facilitam o trabalho psicoterápico, tanto quanto o amor. Mas é certo que o amor é a forma mais comum dos sentimentos cuja presença assegura o começo de uma psicoterapia. Ou seja, é muito frequente que um/uma paciente se apaixone por seu terapeuta.
A psicanálise deu a essa paixão um nome específico: amor de transferência. O termo sugere que o afeto, por mais que seja genuíno, sincero e, às vezes, brutal, teria sido “transferido”, transplantado. Ele se endereçaria ao terapeuta por procuração, enquanto seu verdadeiro alvo estaria alhures, na vida ou na lembrança do paciente. Você já deve ter ouvido mil vezes: o amor de transferência, grande ou pequeno, é a mola da cura.
Primeiro, ele possibilita que a cura continue apesar dos trancos e dos barrancos. Segundo, ele permite ao paciente viver ou reviver, na relação com o terapeuta, a gama de afetos e paixões que são ou foram também dominantes em sua vida; essa nova vivência, aliás, é a ocasião de modificar os rumos e o desfecho dos padrões afetivos que, geralmente, assolam uma vida, repetindo-se até o enjôo. Terceiro, ele pode, às vezes, ser o argumento de uma chantagem benéfica: o paciente pode largar seu sofrimento por amor ao terapeuta, para lhe oferecer um sucesso, para ganhar seu sorriso, para fazê-lo feliz. Esse terceiro caso apresenta alguns inconvenientes óbvios: o paciente que melhorar por amor a seu terapeuta nunca se afastará dele, pois parar de amar seria para ele largara razão pela qual se curou, ou seja, voltar a sofrer como antes ou mais ainda.
Você deve também ter ouvido mil vezes que um/uma terapeuta não pode e não deve aproveitar-se do amor do paciente ou da paciente. Você pode ter carinho e simpatia por seu/sua paciente, mas transformar a relação terapêutica em relação amorosa e sexual é mais do que desaconselhado.
Por quê?
Nota: para simplificar, no que segue, falarei do terapeuta no masculino e da paciente no feminino. Mas o mesmo vale seja qual for o sexo do terapeuta e seja qual for o sexo do paciente, incluindo os casos em que esse sexo é o mesmo.
Um argumento que é usado tradicionalmente para justificar essa interdição é o seguinte: o afeto que uma paciente pode sentir por seu terapeuta é fruto de uma espécie de quiproquó. O terapeuta não é quem a paciente imagina. A situação leva a paciente a supor que seu terapeuta detenha o segredo ou algum segredo de sua vida e que, graças a esse saber, ele poderá entendê-la, transformá-la e fazê-la feliz. Ou seja, a paciente idealiza o terapeuta, e quem idealiza acaba se apaixonando.
Conclusão: o apaixonamento da paciente é um equívoco. E não é bom construir uma relação amorosa e sexual sobre um equívoco. Se paciente e terapeuta se juntarem, a coisa, mais cedo ou mais tarde, produzirá, no mínimo, uma decepção e, frequentemente, uma catástrofe emocional, pois a decepção virá de um lugar que pode ter sido idealizado além da conta.
Esse argumento, na verdade, vale pouco. Explico por quê: a paixão de transferência é, de fato, igual a qualquer outra paixão. Em outras palavras, os amores da vida são fundados num qüiproquó tanto quanto os amores terapêuticos. Quando nos apaixonamos por alguém, a coisa funciona assim: nós lhe atribuímos qualidades, dons e aptidões que ele ou ela, eventualmente, não têm; em suma, idealizamos nosso objeto de amor. E não é por generosidade; é porque queremos e esperamos ser amados por alguém cujo amor por nós valeria como lisonja. Ou seja, idealizamos nosso objeto de amor para verificar que somos amáveis aos olhos de nossos próprios ideais.
Então, se o amor de transferência não é muito diferente de qualquer amor, será que está liberado? Pois é, não está liberado: há outros argumentos contra, e são de peso; eles não se situam do lado do paciente (cujo amor é bem parecido com um amor verdadeiro), estão do lado do terapeuta.
Por que um terapeuta toparia a proposta amorosa de uma paciente? Por que ele se declararia disponível e proporia um amor quase irrecusável a uma paciente já seduzida pela situação terapêutica? Há três possibilidades.
1) A primeira é perfeitamente explicada no auto-de-fé do ex-presidente Clinton, quando, em suas memórias recentemente publicadas, ele narra e tenta entender seu famoso envolvimento com uma estagiária da Casa Branca, Monica Lewinski. Com notável honestidade e capacidade analítica, Clinton não justifica seus atos pelo transporte da paixão, mas declara que ele se deixou seduzir ou (tanto faz) que ele seduziu Lewinski simplesmente 'porque podia'. Ele acrescenta (admiravelmente) que, de todas as razões possíveis, essa é a pior, a mais condenável.
'Transar porque pode' não significa só transar porque é fácil, porque o outro é acessível. Significa transar pelo prazer de poder. É como se a gente gostasse de bater em enfermo porque isso dá a sensação de ser forte.
O consultório do terapeuta tomado por essa fantasia se transforma num templo (ou num quarto de motel), em que as pacientes são chamadas a participar de ritos que celebram a potência do senhor.
Esse abuso dos corpos produz estragos dolorosos, porque ele se vale de uma oferta generosa de amor: “Posto que você me ama, ajoelhe-se”. É uma situação próxima à ‘ do abuso de uma criança, quando os adultos que ela ama e em quem confia se revelam sedentos de demonstrar sua autoridade pelas vias de fato, na cama ou a tapas.
Invariavelmente, o terapeuta deslumbrado pela descoberta de que ele 'pode' agir do mesmo modo com as pacientes com quem ele transa e com aquelas com quem ele não transa. A fantasia de abuso invade todo seu trabalho terapêutico, ou seja, ele não analisa nem aconselha, ele dirige e manda, pois ele goza de e com seu poder.
2) Mas há terapeutas, você me dirá, que se apaixonam mesmo por uma paciente e até casam. Concordo. Aliás, essa é a segunda possibilidade.
O curioso é que, em regra, os analistas que se apaixonam pelas pacientes que os amam são recidivistas. Eles se casam com várias pacientes, uma atrás da outra. Um psicanalista famoso, de tanto casar com pacientes, ganhou o apelido 'Divã, o Terrível'.
Conheço as desculpas: a gente trabalha duro e não tem tempo para sair na noite, onde a gente encontraria uma companheira? Afinal, não é banal que as pessoas encontrem suas metades no ambiente de trabalho? Além disso, o terapeuta se apaixona por alguém que ele conhece (ou imagina conhecer) muito bem; essa não é uma garantia da qualidade de seus sentimentos? Pode ser. Mas resta uma dúvida, que se torna quase certeza à vista da repetição.
Esses psicoterapeutas ou psicanalistas que se juntam com verdadeiras séries de pacientes devem ser tão cativos da situação terapêutica quanto suas pacientes. Explico. A paciente se apaixona porque tudo a leva a idealizar seu terapeuta. O terapeuta deveria saber que é útil que seja assim, mas também deveria saber que, de fato, sua modesta pessoa não é o remédio milagroso e definitivo que curará os males de sua paciente. Ora, é provavelmente disto que ele se esquece. O terapeuta, seduzido pela idealização de sua pessoa, como o corvo da fábula, acredita no que diz o amor de sua paciente, ou seja, acredita ser a panaceia que tornará sua paciente feliz para sempre.
Generoso? Ingênuo? Nada disso, apenas vítima, por exemplo, de uma obstinada esperança de voltar a ser o neném que, por um mítico instante, no passado, teria feito sua mãe absurdamente feliz.
A série continua porque a decepção é garantida. O terapeuta (como homem e companheiro) não é uma panaceia (ninguém é). A paciente com quem ele se casou, uma vez feita essa descoberta trivial, manifestará sua insatisfação e, com isso, fará a infelicidade do nené caprichoso com quem casou. Pronto, acaba o casamento. Entretanto, como disse, a esperança do terapeuta é obstinada; não é fácil desistir do projeto de ser aquela coisa que traz ao outro uma satisfação absoluta. Por que não tentar outra vez?
Os terapeutas recebem regularmente, em seus consultórios, os cacos desses dois tipos de desastres: o das abusadas e o das casadas e abandonadas por não se terem mostrado perfeitamente satisfeitas. São cacos difíceis de serem recolados. A decepção amorosa da paciente é violenta: afinal, ela foi enganada por um objeto de amor ao qual atribuía poderes e saberes quase mágicos.
O pior desserviço desses desastres é que, de fato, eles impedem que as vítimas encontrem a ajuda da qual precisam. Frequentemente, ao tentar uma nova terapia, elas não param de esperar que se engate uma nova relação erótica (pois lhes foi ensinado, por assim dizer, que a cura virá de um amor correspondido com seu terapeuta). Outra eventualidade é que elas nunca mais consigam estabelecer a confiança necessária para que um novo tratamento se torne possível.
3) Existe uma terceira possibilidade para os amores terapêuticos. É possível que se apaixone por sua paciente um terapeuta que não queira apenas gozar de seu poder e que não seja aflito pela síndrome de fazer a 'mamma' feliz. E é possível que uma paciente se apaixone por seu terapeuta sem acreditar que ele seja o remédio a todos os seus males.
Afinal, não é impensável que dois sujeitos, que tenham algumas boas razões de gostarem um do outro, se encontrem num consultório. Todos sabemos que um verdadeiro encontro é muito raro, e é compreensível que um terapeuta não faça prova da abnegação profissional necessária para deixar passar a ocasião. Mas, convenhamos, se esse tipo de encontro é tão raro, é difícil acreditar que possa repetir-se em série... Como diz o provérbio, errar é humano, perseverar é diabólico. Ou seja, pode acontecer uma vez numa vida. A partir de duas, a série é suficiente para provar que o terapeuta está precisando de terapia.
Abç."
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2020.07.10 06:17 Almadart o máximo que eu consigo expressar do tempo

tulipas de cor errada me sorriam com dentes amarelos no campo largue daquele parque. eu refletia-as com carésias de deja-vu, sempre esperando a chegada dela sem nunca perceber isso. ela vinha montada num cavalo de oxigênio trasendo-me a mexirica daquela quarta-feira tardenta e eu partia jogava à ela uns pedaços de volta que ela quase derrubaria todos os semanais nós comiàmos sentindo aquela luz serena que nosvinha às encolhas, abordandonos uma cantiga de vento que balançavam naquelas árvores joseenses chilroando os miaus antes dos pássaros férreos que passaram por cima. era assim.
depois daquilo eu fui recluso recluso, falei pela janela quadriculada segredos vosciferais de bom agrado e carinho para uma negra estranha que estava do outro lado da cela e hoje quando penso nela e na presença aquarela me surgem coisissímas pequenas impossíveis de serem expressas por muitas nem andorinhas quanto mais...
diversas mira-celis me entoam sonos que sorte eu tenho de ter nascido gentil com essas morenas brilhosas para que elas me mandem ir dormir como minha madre fazia quando tinha três anos.
muitos nomes, mamãe, tem as coisas. eu te trouxe já de mim. pode ser estranho dizer isso mas eu fui seu pai, eu sou aquele que se apegou às suas fraquezas e teve que voltar no seu únterro denmnovo caro bebêmon você mesmo sabe que enquanto eu vim por ti foi minha irmã que veio antes que me fez ou vc vai ignorar o que nossa filinha diz? eu sei que vai, ainda é muito cedo para tabelas periódicas e quem arruma nossacasa já era aquele que bagunçava ontem.
sabe que meu lacrimapíxel acabara nas mãos de estrangérs e que os livros que insisto em jogar pra dentro de nossos lençfaróis vem cheios de fonaugias esquecidas de cômodos suprainferiores, porões e sótãos finalmente relembrados das outradias que nunca habitamus como romanos roma e mesmo até os grecoincestos eram tão nobres aos nossos olhares que aqueles estranhos eremitas alheios poderiam muito bem por magia de engano-fantasia se juntar à nós de seus reinos dentro de verelas cascas-de-noz como sim, excetos esses sonhados, outros vieram. vês agora como era mais favoravel receber esses amigos do que agora? e tu dizes que eu minto e nega-me o discurso da verdade numa incessante lavoura sentimental onde você nunca pode perder nenhuma colheita, nenhuma raiz de fruto só por, nessa instância breve de centelha vital ter acabado por nos regurgitar pelos infernos.
vista-se por favor com o véu daquela canção santíssima que nos ensinou a não-reza da reza que você parece ter esquecido por algum motivo que não sei diabos qual foi.
lembre-se-te só dos nossos irmãos unos em espírito que podem até não nos escutar, que muitas vezes ouvem sim, eles precisam poupar também seus anjos da guarda do trabalho, ninguém veio pra esse mundo pra ser eternamente humano
devolveremos aos al tos os al tares sem chifres de touros dentes de leões ou cláusulas de escorpiões.
são eles que nos recebem sempre lá quando fechamos sem querer as vistas e deixamos os embalos das nuvens elaranjar o nascer solária
mesmo assim, criança, a morte do amor sempre chega cedo demais distanciando muito aquilo que desejamos. não adianta lutar com isso, agarrar a pele colar com sumper bondes o que foi designado para caminhar em trilhos mais veloz que nós tarraturguinhas...
é infeliz, sofrível, é sempre vai ser mãe, você não será sempre minha mãe o sempre é um manto muito velho e pobre e pouco demais a ser considerado a brevidade dos afetos você pode me expulsar de perto, não podes me obrigar a ver tuas lipas onde não há mais flores, não podes mais beijarme de lábios resserquidos não podes nem mais entemder a minha ondulosa gramnáutica, como poderia então comunicar-vos-ou?
nem você, nem uiyara ara, nem ver helena, nem urselina, nem ela atual de nome tão ignorável, não importa mais a identidade sozinha, aquele delirio meu será que podes agora entender?
estamos sós e todos nós, a unica coisa que une a nossa solidão é uma rima ridicular que não server nem pra casar o dedo anular ou voltar pro calendario lunar, amor
o sol é homen, infelizmente, e eu também sou, não temos ciclos mensais não, sinto muito, mantemos nossa rotina diariamente, podes até dizer-me que a terra gira, mas amor, nós estamos na terra ou no gigante helioso? quem gira somos agentes oque é a bola do gol pouco faz menção, alemão, brasileiro, argentino, nada, 0, o gol é numéro algum, foi só o peso da fé que apagou a beleza naquele dia de dessureição...
sabes que nem me adianto por dizer isso tudo meu tempo, minha religião é oriental, mais oriental ainda, e a bússula, a história podes te ate ensinar diferente, amiga, veio de lá, daqui de dentro de minha máquina metafisicaninterisadora nem adianta me pintar quadros me mostrar órgãos reformular rococos é somente a mente, você sabe, ele, sem E é pra mim muito mais ele é o que gira a roda e me explica a quádrupla razão daquele hospício que transcuralizou tudo.
agora é só uma frase, doce. agora éfoi uma f r ase
resta-nos apenas um beijo do fim
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2020.07.09 16:07 shinobi_og O dia q teve um baile na minha escola

Então, ano passado (2019) eu estudava em uma escola muito boa pra mim, lá eu tinha alguns amigos e sempre me divertia com eles, em novembro anunciaram q ia ter um baile pro pessoal do fund.2 para arrecadar dinheiro para a formatura do 9º ano, eu fui perguntar aos meus amigos se iam e a maioria disse que sim, eu tinha combinado de ir com a fantasia combinando com uma amiga minha, minha melhor amiga até hoje, depois de uma semana faltando alguns dias para o baile, eu comecei a namorar uma outra garota de outra sala, no dia do baile como o combinado eu fui com a minha amiga, eu passava um tempo com meus amigos e outro com minha namorada e depois de bastante tempo, isso tava bem chato pra mim, decidi que ficaria o resto da festa com meus amigos, eu estava me divertindo, dançando etc com minha amiga que eu tinha ido com a fantasia combinando, minha namorada viu de longe e deve ter ficado brava ou algo assim, ela foi embora (faltava uma hora para acabar) e não foi se despedir de mim, cheguei em casa e liguei pra ela para entender oque tinha acontecido, ela me falou q viu eu e minha amiga ficou triste e foi pra casa, a gente brigou e ela ficou dizendo q umas amigas dela tinha dito que eu fiquei com a minha amiga (oq nunca aconteceu) ela disse que podia me "perdoar" e continuar comigo, eu não quis discutir e falei que queria dar um tempo e não queria conversar com ela, depois disso a gente nunca mais conversou sobre isso, depois dessa ex surtada não quis me envolver tento com ninguém e acho que vou ficar assim por um tempo,
da a sua opinião, fala se vc acha q eu fiz o certo ou não
é isso e tô com medo de alg q me conhece lembrar disso e me zuar muito
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2020.07.05 10:21 gf_rdp Minha vida está na mão de imbecis.

Desculpa pelo post, desculpa pela agressividade, porém eu não aguento mais. Eu preciso conversar com alguém, nem que sejam apenas palavras em uma mídia social.
Um pouco de background. Tenho 18 anos, moro com minha mãe, meus avós e minha prima. Não quero passar como arrogante ou moralmente superior, porém eles são o que são, completos imbecis. Minha família sempre foi totalmente desligada de ciência, estudos, vida acadêmica, etc, preferindo ficar do lado da televisão, religião e teorias da conspiração. Graças a alguém desde cedo e sempre gostei de ler e acho que isso foi o principal responsável por me introduzir um pensamento científico. Nunca vi nenhum deles pegar em um livro, sempre fui ridicularizado por gostar desse tipo de coisa.
O começo da quarentena já mostrou como a luta iria ser difícil, a família se mostrou totalmente contra máscaras e quarentena, chamando isso de "ditadura" (adivinha que elogia a real ditadura), sendo assim o desgaste necessário para manter esses desgraçados em casa foi insano. Além de ter que ficar policiando eles 24 horas por dia, tenho que aguentar as incontáveis discussões, faltas de respeito, ofensas por ficar "contra a própria família".
Meu Avô foi na Caixa 2 vezes essa semana (semana passada), foi na feira comprar fruta uma vez, foi no atacadão uma vez, foi comer no Subway, e comprar e tomar cerveja conversando no mercado. Quando tentei argumentar com ele, ele ameaçou quebrar minha cara e me chamou de viadinho. Minha mãe só consegue defende-lo, também sai inúmeras vezes com suas Amigas para cá e lá, e fica puta quando chamo sua atenção.
Antes que você crie uma ideia errada sobre mim, achando que eu faço de tudo pra proteger ele, saiba que é o contrário, eu quero que ele se foda. Meu avô é talvez a pior pessoa que eu conheço. Ele se orgulha de ter sido torturador durante a ditadura (até guarda lembranças dos "subversivos"), é agressivo e abusivo com minha vó (um doce de pessoa que foi condicionada por uma família escrota a aceitar esse tipo de atitude), nos afastou de todo o resto de nossa família por conta de brigas idiotas, abusou psicologicanente da minha mãe a ponto dela desistir da careira Dela pra cuidar dele, repetidas vezes agrediu minha cadela a ponto de eu ter que doar ela (te amo, Amora) etc. Não me julguem, porém se ele morresse hoje eu tenho certeza que não choraria, porém não posso garantir que não ficaria feliz.
Todos os dias é uma luta, eu já acordo deprimido, sabendo que o dia vai ser desgastante e que minha família Vai se afastar um pouco mais de mim. Eu não aguento mais essa merda toda. Eu tenho diversos problemas de pulmão, fumei e fui viciado em maconha por quase todos os dias durante mais de um ano (16-17), tenho cicatrizes no tecido pulmonar e função pulmonar reduzida. Eu moro no DF, estado onde o governador disse que iria tratar o COVID como gripe, que não iria comprar respiradores (mesmo já estándo com 90% dos leitos ocupados) e ao mesmo tempo está sendo investigado por corrupção (quem diria). Devido minha condição financeira eu não sei se vai dar pra pagar um tratamento particular, eu já consegui juntar 600 reais desde o começo da quarentena, mas isso é longe do necessário.
Só agora eu percebi o quanto o desespero pode mudar uma pessoa. Sou ateu desde os 12 anos, quando comecei a ler Sagan, porém me peguei algumas vezes tentando me comunicar com algo superior, não sei até que ponto isso é fé ou só necessidade de conversar com alguém.
Eu cheguei a um ponto que eu simplismente desisti. Eu aceitei que nunca vou ter uma família, que nunca vou ter uma namorada, que nunca vou ter amigos do peito, que nunca vou conquistar algo na minha vida, que nunca vou mudar o mundo para melhor, que nunca vou ser lembrado por algo, que nunca vou viver um romance, que nunca irei encher alguém que me ama de orgulho. Eu passo o dia deitado na cama, fantasiando como seria bom se eu tivesse uma família, mulher e filhos que me amassem e me respeitassem como igual. Passo o dia pensando em todas as meninas que eu me apaixonei platonicamente e que nem vão se lembrar do meu rosto quando eu morrer, eu fico imaginando como seria se nós nos apaixonássemos e vivessemos uma vida linda, eu penso no tanto que eu poderia aprender com elas e elas comigo. Eu sei que é brega (e coisa de "viadinho", de acordo com o filho da puta), mas isso me ajuda a lidar com a situação. Pelo menos eu tenho um alívio momentâneo de toda essa merda. Reparem que eu disse momentâneo, pois quando eu percebo que todas essas lindas ideias nunca irão acontecer, tenho vontade de morrer.
É engraçado, eu arrumei um jeito de me enfiar em uma depressão fudida nos últimos 2 anos (a maconha com certeza foi um fator), ela estava melhorando antes da quarentena, porém eu me lembro de várias vezes ao dia pensar o quanto eu queria morrer, ficar imaginando se as pessoas sentiriam minha falta ou se sentiriam culpadas quando eu explodisse minha cara. Agora, quando eu estou a beira de uma doença mortal, eu não consigo parar de me agarrar a vida. A natureza humana é curiosa.
Hoje eu tive um pesadelo, eu sonhei que estava andando de carro com meu avô, e quando estávamos entrando na rua passou um carro do nosso lado com um homem de meia idade tossindo muito, meu vô desacelerou e ficamos um tempo com os carros lado a lado enquanto ele tossia. Nesse momento eu fiquei desesperado e sabia que tinha pego o Covid, a parte mais estranha do sonho é que meu vô pareceu se sentir culpado. Agora eu acordei, 4 da manhã, suando frio, e percebi que as luzes do quintal estavam acessas e que o carro da minha prima não estava aqui, perguntei para ela onde ela tinha Ido e a maldita está em uma festa de música eletrônica. Isso mesmo, querido amigo, minha priminha foi para o RAVE, enquanto eu estou a quatro meses dentro de casa para protege-la.
Eu tenho muitos arrependimentos, mas nenhum deles chega perto de se comparar com o maior de todos. Quer saber o que é? Ser tímido. De todas a s merdas que eu já me meti, a que mais me arrependo é ser tímido. Talvez se eu tivesse sido popular, tivesse sido esportista, tivesse sido engraçado e prazerosos de se estar perto, talvez eu teria aproveitado minha vida até aqui, talvez eu tivesse amigos que me amassem e se importassem comigo, talvez eu tivesse vivido um amor. Meu aniversário passou a alguns meses, e ninguém lembrou... Nem umzinho parabéns... Nada... Os únicos que lembraram foram os da minha casa, após minha mãe convenientemente lembra-los durante o café da manhã. Isso me deixou completamente fudido, dói até hoje... Se eu tivesse que fazer tudo diferente eu teria feito. Não teria passado os últimos dois anos enfurnado dentro do quarto, fumando maconha para me imaginar como grande, para esquecer o quanto eu me odeio e me envergonho de mim mesmo toda vez que eu boto o pé para fora de casa. Esses dias eu sonhei com uma menina chamada Isabelle, foi um lindo sonho, porém quando acordei a realização de que foi tudo Fantasia foi a pior de todas, desde então prefiro ter pesadelos, é melhor acordar e perceber que nada foi real.
Sinceramente, eu só queria alguém para conversar (sem propostas, gente), alguém para poder abrir meu coração e falar como me sinto e me senti nos últimos anos, alguém que possa eu possa olhar nos olhos e saber que Ali existe amor e compaixão...
Se eu for infectado eu posto uma atualização, se eu sobreviver também. Desculpem pelo desabafo adolescente, porém essa horinha que eu tirei para escrever, ajudou a me acalmar. Cuidem da família de vocês, gente. Por pior que eles sejam, eles podem ser tudo que vocês tem, obrigado pela atenção.
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2020.06.25 17:30 gabiflix Monga, a mulher-gorila

Olá Luba e demais leitores/ouvintes! Relembrei recentemente de uma (entre várias) histórias bizarras que já me ocorreram e pensei que fazia sentido compartilhar nesse subreddit. Tomei coragem e cá estou. Espero que gostem :)
Foi numa viagem de família. Estávamos eu, minha irmã e nossos pais em Belo Horizonte e eu tinha acabado de descobrir que lá existia um parque de diversões muito tradicional, daqueles com labirinto de espelhos e Monga, a mulher gorila. Eu sou apaixonada por parques, e como não tinha nada planejado para aquela noite, dei a ideia e lá fomos.
Já era noite e o parque estava nem cheio, nem vazio. Meu pai deu a brilhante ideia de irmos ver a Monga, já que eu e minha irmã nunca tínhamos visto essa maravilhosa atração antes. Claro, ele não quis entrar, mas pagou pra nós três. Eu devia ter por volta de 18 anos e minha irmã uns 14, então não, não éramos crianças mega entusiasmadas pela atração. Depois de um tempo na dúvida pq não tinha mais ninguém na fila, aceitamos e entramos.
Era uma salinha escura, devia ter pouco mais de 5m² (se minha noção de espaço é boa), as paredes cobertas por panos pretos, um palquinho ao fundo com uma passarela que vinha em nossa direção, e algumas cordas demarcando o local que não podia ultrapassar. As luzes estavam apagadas, apenas uma luz negra acesa no centro, e tocava uma música ao fundo que remetia à selva, mas bem baixinho. Fora isso, não tinha nada acontecendo. NADA.
Ok, entraram as primeiras 5 crianças. Tinham por volta de 9 anos. Mal elas pisaram na sala, entraram em um pânico que eu antes só tinha visto em filmes de terror. Eu não entendi nada. Olhei pra minha irmã e pra minha mãe sem saber o que fazer. As crianças aos berros tentaram voltar e eu só ouvi o pai gritando lá de fora: “AGORA JÁ PAGUEI!! VCS NÃO QUERIAM VER??” antes de empurrá-las de volta pra salinha.
O pânico era tanto que elas começaram a correr de um lado pro outro, trombando nas paredes e tentando arrancar os panos pretos. Naquela histeria sem motivo nós três não conseguimos fazer nada a não ser rir. Foi incontrolável. Não tinha motivo nenhum praquele desespero todo. Minha irmã se ajoelhou no chão de tanto rir e quando eu olhei pra ela, tinham duas garotinhas EM CIMA DELA esmurrando a parede. Outro garoto puxava meu cabelo desesperadamente sabe-se lá o pq.
Então, entraram mais umas três crianças e uma mãe com uma criança no colo. A mulher era loira, e a garotinha no seu colo se contorcia de um jeito que não achei que era humanamente possível. Tentava agarrar as cordas de segurança, os panos na parede, nossos cabelos, qualquer coisa. Nisso, a mãe tentava se equilibrar e cambaleava pela salinha, até chegar perto de nós e nos encarar sem saber o que fazer. Naquela maluquice toda, combinada com a luz negra nos olhos e cabelos loiros da moça, minha própria mãe ao ver a cena deu um grito de pavor tão alto que achei que alguém a tinha esfaqueado. Isso não ajudou nada pra reduzir o pânico das crianças.
Em algum momento, que pareceu uma eternidade, a musiquinha acabou, a luz do palco acendeu e uma voz surgiu no alto falante. A história da Monga vinda da África começou e apareceu uma moça de biquíni no palquinho. As crianças pararam instantaneamente de gritar e correr e começaram a prestar atenção. A sala era minúscula, tinham umas 12 pessoas lá, e estávamos todos um por cima dos outros, olhos arregalados atentos a uma mulher de biquíni se transformar em um gorila dentro de uma gaiola por um jogo de espelho muito mal feito, diga-se de passagem.
Aí a luz começou a piscar, a gaiola abriu e vimos o gorila (uma fantasia bem xexelenta) correndo pela passarela em nossa direção. E aí não tinha reza que fizesse as crianças, e os adultos, ficarem calmos. Acho que foi aquilo de sentimento de multidão sabe? As crianças berraram mais que antes, os adultos acompanharam os gritos e minha irmã ainda no chão foi MASSACRADA por todos nós. Tenho certeza que a pessoa dentro do gorila estava rindo da gente, e estava também muito orgulhosa de sua própria atuação.
E foi assim, meio do nada, que tudo acabou. O gorila parou, fez que vinha mais uma vez, e depois voltou pra gaiola. Mais uma mágica barata e a mulher apareceu de novo. Pra pontuar o espetáculo, um garotinho do meu lado, que estava abraçado comigo junto com mais uns três, gritou pra Monga: “NÃO VIRA DE NOVO NÃO HEIN!!”.
Saímos todos da sala com a cara meio espantada, meio rindo. E qual não foi nossa surpresa quando nos deparamos com uma plateia enorme fora do brinquedo. Os gritos atraíram quase todos os clientes do parque, e todos estavam assustados com a atração. Meu pai me perguntou: “O que foi que aconteceu lá dentro? Tortura??”, e eu só consegui responder: “Obrigada”.
Monga, melhor brinquedo do mundo!
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2020.06.22 15:22 Rejane-nha O pior dia da minha vida

titulo : Odeio Hallowen no Callcenter
Alerta de textão, mas vale a pena rs ...
Oie Luba , Editores, gatinhas, possível convidado ( que provavelmente é o fofo do Jean) e turma que está a ver , resolvi compartilhar o pior dia da minha vida com vocês . Eu trabalho em um callcenter e , não sei se vocês sabem, mas em datas comemorativas a gente costuma se fantasiar , decorar e fazer algo do tema , na grande maioria eu adoro e entro na bagunça , porém , todavia , entretanto , eu odeio o Hallowen. Eu tenho uma fobia , fobia mesmo que trato com pscicologo e tals , que é fobia de zumbis . E ADEVINHA qual é a fantasia mais fácil de se fazer no Hallowen ? Eh , pois é , zumbis ... então , avisei a supervisora sobre , que conversou com os outros supervisores do andar e no meu andar não teve ninguém vestido de zumbi . Falei com a psiquiatra e ela me passou medicamento pra controlar a ansiedade pra tomar antes do expediente . Troquei de lugar e fiquei num cantinho onde não passa tanta gente ...Ok , tudo certo, tudo lindo, sobrevivi sem muitos danos ( só não sai do andar o expediente todo rs e fui embora de escada pra não pegar elevador com ninguém ...
Aí no dia seguinte , já mais calma, sem o remédio , vida que segue... tinha uma simulação de incêndio , e eu ia participar , tenho a mania de prender o cabelo com uma caneta ( como se fosse pauzinhos japoneses ) e juro que é relevante ... vale ressaltar que no dia tinha promolters de um canal de tv por assinatura e um pessoal do outro prédio visitando o nosso setor ( e que não faziam ideia da simulação ). Começou a sirene , os brigadistas super empolgadoes como se fosse mesmo um incêndio real , comecei a descer as escadas , os andares começaram a se misturar , o pessoal do outro prédio e os promolters achando que era fogo de verdade , os mulekes idiotas gritando e fazendo bagunça .... aí minha ansiedade já tava lá encima ... SÓ QUE , pra fechar com chave de ouro... o pessoal do administrativo decidiram fazer o hellowen um dia depois do restante do prédio, sendo aquele dia, e quando eu viro pra trás na escada , dou de cara com quem ? Eh , um estagiário, vestido de que ? De zumbi ! Pra ajudar ele olha pra mim e fala “ corre” . E eu ? Corri! Escada abaixo, desesperada , chorando , tropeço como se minha vida dependesse disso de verdade . Caio. Um rapaz muito educado veio me ajudar a levantar , e ele ? Tava de zumbi!!!! Eu gritei , peguei a caneta ( eu falei que era relevante ) e taquei na cara dele pra me defender e continuei a descer . Cheguei no térreo, estavam formando uma fila na lateral direita do prédio pra fazer a volta , mas tava cheio de gente e de zumbi! Virei pro outro lado e esbarro num cara , vestido de vampiro , mas eu tava tão mal que só vi o sangue falso escorrido na boca . Atravessei a rua correndo , no meio dos carros, desesperada , descabelada , chorando e ralada ...uma brigadista veio atrás pra me “buscar” , quando me segurou e eu vi que era uma “pessoa” eu vomitei ( no pé dela) e desmaiei . Eh quanto glamour. Acordei no ambulatório e fui dispensanda o resto do dia , tive que ir pro pronto socorro tomar medicamento pra voltar da crise .
Ah e o menino está bem, por sorte pegou a parte de trás da caneta e só fez um vergão no rosto dele que sumiu em alguns dias , a gente conversou e ele virou meu amigo, vive fazendo piadinha que eu “marquei a vida dele”.
Essa é minha historia , do pior dia da minha vida ... bjs menor que treix, de Curitiba .
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2020.06.22 01:26 fewgt protegi um menina, e no final eu sai como o culpado, e ainda hoje eu penso que realmente fui culpado.

acabei de fazer essa conta para contar a maior besteira que eu fiz na minha vida. a maior MESMO.
PROTEGER UMA MENINA DE UM FUTURO ESTRUPO.
é o seguinte, esse história foi no ensino médio, já se passaram uns 4 anos, vamos:
quando eu estava no ensino médio eu tinha um amigo, nós dois ficávamos horas conversando, sempre pelo celular e presencialmente, a gente sempre brincava com história de estrupo( na realidade ele começava a falar sobre o estrupo e outras esquisitices, então eu fazia um piada para a brincadeira começar e sair daquele assunto sério) depois de uns 7 meses de amizade eu já percebia que ele não era normal, tinha começado a percebe que ele possui um fascínio pelo estrupo.
depois de 8 meses de amizade ele conseguiu uma namorada, ela era muito bonita, ele sempre falava que queria estrupar ela, mdssss, eu comecei a ficar com medo, depois de uns 2 meses de namoro ele, só falar disso para mim é eu sempre dava um jeito de fugir da conversar, aí chego o dia, o dia em que ele queira realizar a fantasia dele( estrupo mais espancamento), Manooooooooooo eu ainda lembro como se fosse hoje, ele me contou por mensagem, eu fiquei totalmente gelado, por algum motivo eu já sabia que ele estava falando sério, então eu fui no Facebook e achei a mãe da menina, eh mandei tudo que ele falar para ela( obs: nesse dia, ela(namorada) estava indo passar tarde na casa dele), e aí mãe dele ficou muito chocada, depois disso só soube notícias pela noite, quando ele me ligou e me chamou de traidor e disse para eu ficar esperto, não vou mentir eu fiquei com medo, no outro dia eu aí para a escola ( levei uma faca, qualquer coisa ....), galeraaaaaaaaaaaaaaaa, que do eu entrei na sala todo mundo olhou para mim como seu eu fosse um lixo, ele espalhou para todo mundo na escola que eu teria criado a conversar pq queria a namorada dele, mdssssss, estava no começo do segundo semestre, a namorada não acreditou em mim, ele foi na casa dela é disse a mesma mentira sobre mim para a mãe( e esse mulher acreditou), então no final eu era o mentiroso, ainda hoje tenho ódio, eu tentei proteja ela é no final eu fui o cara mal.
mais depois desse ocorrido, dele deve ter ficado com medo de fazer alguma coisa e alguém descobrir, então nada aconteceu com aquela menina. isso tudo aconteceu no final do terceiro ano do ensino médio, e quando o semestre acabou ele foi embora para outra cidade e o namoro acabou, mais eu sei, alguma hora ele vai fazer um loucura.
eu falei que minha vida virou um inferno no ensino médio depôs disso, então virou mesmo, eu sofri muito bully, tinha vários apelidos, mais o principal era "maníaco", um dia na hora do intervalo eu fui lanchar e alguém( acho que foi ele) jogou tinta de caneta na minha mochila, ainda bem que esse inferno acabou, ainda hoje penso que o certo era não ter falado nada para ninguém.
ainda hoje me pergunto, como diabos a mãe da menina acreditou nele ?, MDS.
OBS: antes disso ele só tinha amizade comigo( na realidade tinha amizade com outras pessoas, mais ficava a maior parte do tempo comigo), depois ele virou o popular da sala e depois da escola, e eu virei o merda. Sério que odioooooooooooooo, por isso eu vou virar um policial, para tentar impedir que esse tipo de merda aconteça.
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2020.06.18 16:50 epilef_backwards Análise (não tão séria) de The 8th son? Are you kidding me?

Análise (não tão séria) de The 8th son? Are you kidding me?
O texto a seguir vai conter palavrões, zoeiras e um excesso tóxico de ironia. O motivo disso é que esta obra é tão mal feita e patética que não merece a minha seriedade.
Lembram quando eu falei sobre Tower of God ser um completo desserviço à humanidade e sobre como ele seria o pior anime da temporada? Então...devo dizer que a temporada de primavera deste ano está de parabéns por ter conseguido o quase impossível feito de fazer que Tower of God não fosse o seu pior anime. Isso porque se existe uma frase que eu já levava para a vida, e vou levar ainda mais agora, é que tudo que está ruim pode piorar. Eis que chegamos a The 8th son? Are you kidding me?
É claro que eu já sabia que seria ruim. Todos os animes de aventura com nomes grandes são ruins. No entanto, esse aqui me pegou desprevenido por conseguir ser uma compilação de muitas das piores coisas que eu já vi em uma produção audiovisual (sim, é pior que Seikon no Qwaser).
A começar pelo seu roteiro. E que roteiro. HAHAHAHAHAHHAHAHHA.
Ele não somente apresenta todos os clichês imagináveis do gênero, porém, não os utiliza de nenhuma maneira para tentar subverter as nossas expectativas e proporcionar uma experiência menos tortuosa. Mas acredite em mim: esse é o menor problema do roteiro.
Primeiro, vamos aos personagens. Completamente tapados, estúpidos, rasos, sem senso de humanidade, pífios, patéticos, ignorantes, irritantes, desinteressantes e sem nenhuma camada de desenvolvimento, eles só não são piores, narrativamente falando, do que as suas relações. Todas as relações desse anime são forçados da maneira mais insensível e rushada possível. Desde a relação do protagonista com seu mestre à relação sua e seus "amigos". E coloco aspas ao falar amigos porque a "amizade" deles se inicia com ele forçando-os a participarem de uma acontecimento com um nobre daquele mundo. Agora você deve se perguntar o porquê dele "convidá-los". Então, eu também não sei. Não sei não porque não prestei atenção (embora quase dormi diversas vezes ao assistir esse pedaço de lixo), mas, sim, porque o roteiro coloca a razão mais aleatória e sem sentido imaginável. Ao que eu entendi, ele percebeu que aqueles 3 possuíam algo a mais que os demais não porque não desistiam dos "testes". O problema é que só nos é mostrado esses três e mais um ou outro personagem. Não temos 100% de noção se somente eles não desistiram ou não. Porém muito pior que isso são os "testes". HAHAHAHAHAHAHA os testes. Basicamente um do trio "principal", o qual se alia ao protagonista, tira do interior do orifício anal dele que o protagonista estava testando a qualidade dos demais da sua sala. Isso porque, claro, o protagonista é a pessoa abençoada que é mais forte, apenas com cinco anos, do que 90% dos magos existentes daquele mundo. Agora você deve pensar: bom, é claro que todo mundo ridicularizou esse idiota que falou isso já que o protagonista NUNCA fez nada que desse a entender tal coisa. Não, não somente ninguém o ridiculariza ou espanca ele ou qualquer coisa plausível na situação como eles CONCORDAM e SEGUEM essa ideia de "teste do protagonista". WHAT IN THE ACTUAL FUCK? POR QUE ELES ACEITARAM? ISSO LITERALMENTE NÃO FAZ O MENOR SENTIDO. E mais: não é como se esse cara que falou tivesse qualquer ligação com as demais pessoas da classe da suposta "escola" de aventureiros. Simplesmente ele era tão novato quanto todo mundo e veio com uma ideia ridiculamente absurda dessa. Mas é claro, mais absurda do que a ideia é a pessoa que a escreveu. Mas, novamente, relaxa, esse não é a pior convenção do roteiro. Não, não, ele fica pior. Muito pior.
A situação se transforma numa catástrofe maior quando falamos do protagonista. Muito mais do que clichê, raso, patético, irritante, sem graça e estúpido, falamos de um cara que tinha 25 anos na sua vida original e age como uma criança de -12. O que quero dizer com isso é que ele só apresentava um corpo de criança/jovem. Ele tinha VINTE E CINCO anos e começou a agir como um completo retardado mental a partir do momento que viajou ao mundo de fantasia (viagem essa que nem sequer tentou ser explicada pelo roteiro bananada). E muito pior do que isso: se ele já existia naquele mundo, como é possível que ninguém da família dele percebeu algo de estranho? Alguma mudança de comportamento? Mas é, eu acho que estou sendo um pouco rígido de mais uma vez que a mesma família literalmente não percebeu que o moleque sumia durante dias e voltava com um monte de comidas exóticas àquela região (para ser sincero, o pai dele até percebeu da primeira vez, no entanto, o roteiro apagou esse fato da existência pois enfim, sabe como é, não podemos ter problemas no andamento da estória XDXDXD).
Pior que a família mongoloide do moleque é o seu professor: quem, tirando o roteirista do anime, fala algo como "você vai ser um mago muito mais forte que eu" no primeiro encontro com alguém? O cara literalmente nem sequer tinha visto o menino em ação direito e já falou algo assim. Mas bem como o personagem do professor é completamente subutilizado e irritante, pior que ele é o treinamento imposto por ele ao protagonista (cujo nome sequer habita nas mais profundas camadas do meu subconsciente de tão lixo que ele e seu anime são). Não somente ele não faz o menor sentido como utiliza de certos artifícios como a transferência de poder que absolutamente não fazem sentido. Então quer dizer que pelo simples fato do professor falar como a magia se realiza o moleque já vai saber conjurá-la de maneira perfeita? Que dois dias depois do início do treinamento ele literalmente se equipara aos grandes magos do mundo?
O treinamento fica pior quando chega no ponto do professor do protagonista transferir seu poder a ele. Entendam a situação: eu falo de um dos top magos do mundo e de um moleque de 5 anos. Em que planeta ele conseguiria aguentar tamanha força/passagem de energia? Em nenhum. Em nenhum, claro, à exceção desse mundo. Mas calma. Vai além.
A relação dos dois é completamente forçada e sem nenhum toque de emotividade. Contudo, o roteirista do anime acreditou, em um de seus devaneios-os quais devem ser de onde o roteirista tirou uma escrita tão porca e lixosa-, que tal relação era orgânica e que seria muito bacana colocar uma cena comovente do aluno expurgando o seu professor que, na realidade, era um morto-vivo. Lembra quando eu disse que essa merda de um morto-vivo/assombração/visão treinar os protagonistas iria pegar depois de Kimetsu? Então, a desgraça já começou a acontecer (PS: Não funciona). A cena é patética e só demonstra como o roteiro cria TUDO à força e sem NENHUM toque de sensibilidade. Quem escreveu isso aqui tem a mesma sensibilidade uma melancia em uma loja de cristais.
Logo depois do fim do seu treinamento, o roteiro jumpa 10 anos (ou algo próximo) no futuro e o protagonista basicamente se tornou o mago mais poderoso do mundo treinando por conta própria. É, nem sequer auxílio de livros ele teve. Mas é claro, para o personagem que aprendia a usar uma magia perfeitamente só pelo seu mestre falar sobre ela, não é de se espantar que ele consiga treinar sozinho e se torne o mago mais forte de todos.
Ele adentra em uma escola de aventureiros e basicamente durante um episódio temos o ápice do roteiro juvenil. Lembra quando você, garotinho de 11 anos pós término de Sword Art Online, ficava imaginando como seria ser um cara super overpower para chegar na escola e todo mundo babar seu ovo? Pois é. No caso de 8th son, o roteirista trouxe esse seu sonho de infância à tona no protagonista da história. Literalmente ele sequer mostrou qualquer tipo de habilidade e absolutamente TODOS os demais já DESISTIRAM da escola porque era muita humilhação ter alguém tão foda e picudo com elas.
Calma...
HAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHA.
Após isso, ele se junta aos seus aliados da maneira como eu já falei e o anime se torna um compilado de histórias estúpidas montadas de uma maneira cancerígena aos sentidos.
Mas antes de dar procedimento, preciso comentar de uma das cenas que mais me fizeram rir na história da animação japonesa. Sério mesmo, eu engasguei de tanto rir.
E essa é a cena do dragão de ossos.
Basicamente o nosso herói e o seu grupo de personagens clichês se junta para ir a uma cidade próxima porque o protagonista é literalmente MUITO foda para ficar na escola de aventureiros. O problema aqui, antes de falar sobre o Dragão (HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHA), é que não há nenhum sentido nos outros três largarem a escola. Eles, embora considerados muito fortes, não são nem 5% do protagonista. Os três juntos quase morriam para lobos e tiveram que ser salvos pelo protagonista. Mas é, foda-se, eles simplesmente largaram a escola de aventureiros e foram se tornar aventureiros por conta própria sendo carregados pelo protagonista.
Para irem à cidade, utilizaram o método de viagem aparentemente mais rápido do mundo que é o navio mágico, um navio que voa graças à magia. Um método muito seguro e que não apresenta riscos de, por exemplo, cair. Bom, é aí que começa a cena.
O cara responsável por levar eles nessa travessia é o professor do professor do moleque. Ele fala sobre como a viagem é segura e que somente caso aparecesse um Dragão que o navio poderia cair. E adivinha o que aparece ao fundo no exato momento. Sim, um Dragão.
Calma...
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Eu comecei a rir de maneira quase descontrolada nesse ponto. Mas relaxa, vai ficar pior (ou melhor).
O Dragão de Caveira é uma das criaturas mais fortes existentes. Portanto, o seu visual PRECISA ser ameaçador, imponente e perigoso. O problema é que o visual dele é feito com base no pior 3D possível. Não somente destoa completamente do cenário como, por ser um 3D de qualidade abaixo da de Berserk, deixa o seu visual tudo menos amedrontador e de algo que pareça ser uma das criaturas mais fortes existentes. Os seus ataques são completamente pastelões e sequer triscam o protagonista (devo lembrá-los que era a primeira batalha do protagonista, o qual deveria ter não mais que 15 anos na cena, e justamente contra uma das criaturas mais fortes de todas). Contudo, nada é pior do que os efeitos sonoros da criatura.
Os efeitos sonoros dela, sem nenhuma brincadeira, lembram sons de batidas de cocos. BATIDAS DE COCOS.
A FEKEN CRIATURA MAIS FORTE DO PLANETA TERRA E DO MUNDO BANANADA DO PROTAGONISTA SE MOVE FAZENDO SOM DE BATIDA DE COCO
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Eu estourei de rir nesse momento. Simplesmente os sons são de uma qualidade tão péssima que geram um efeito cômico no que é para ser uma das cenas de batalha do anime. É literalmente hilário o quão ruim esse show é.
Agora lembrem do que eu disse: nada está ruim que não possa piorar.
Abaixo da qualidade audiovisual patética e do roteiro escrito por um fugitivo da APAE, temos a direção dessa bagaça (a qual eu já dei uma palha quando comentei acima sobre os efeitos visuais e sonoros).
Em poucas palavras, ela é o pior pedaço de merda audiovisual lixoso autista aidético já contemplado pela humanidade. Os diálogos são os piores em eras: expositivos, vergonhosos e sem sentido (existem horas que o que um personagem fala LITERALMENTE NÃO SE ENCAIXA COM O QUE ESTÁ ACONTECENDO. Um exemplo disso é quando o personagem principal pergunta a um outro personagem se algo seria x Ou y. Sabem o que o outro personagem responde? Sim. ELE RESPONDEU SIM A UMA PERGUNTA DE X OU Y. QUEM ESCREVEU ESSA MERDA CARA? HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA).
Mas nenhum diálogo supera o da cena que o protagonista expurga o seu professor. Nada que eu fale vai ser suficiente para a mesquinhez dele, portanto, assista por conta própria. É no final do episódio 2. Feche seus olhos e só ouça o diálogo.
A montagem das cenas...ah, a montagem das cenas. Vocês acreditam em mim se eu falar que esse anime tem problemas na MONTAGEM das cenas e dos diálogos? Coisas do tipo: um personagem estava em certa pose e no segundo seguinte ele está com a mesma pose só que de outra maneira. Um exemplo disso: um personagem (sequer lembro qual, acho que era o protagonista) aponta para o rosto. Na cena imediatamente seguinte ele permanece na mesma posição de apontar para si mesmo, contudo, aponta para o PEITO e não para o rosto. Um outro exemplo é quando o personagem pergunta algo para uma personagem e OUTRO cara responde a pergunta. WTF?.
Outro recorrente ponto na montagem das cenas aqui é que eu tive a ligeira impressão que houveram cenas cortadas. Do tipo: tal personagem vira e pergunta "Hm, o que você disse?" sendo que ABSOLUTAMENTE NINGUÉM FALOU NADA. Ou então x personagem se refere a algo que ele havia dito quando na verdade ele nunca realmente disse tal coisa (e sequer um flashback nos é mostrado). As transições entre cenas são feitas de uma maneira abrupta e que demonstram total inabilidade da direção mesmo em seus quesitos mais básicos. O corte é feito repentinamente e de maneira tão porca que, muitas vezes, corta a FALA DA PERSONAGEM.
Calma...
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA.
Sim, é nesse ponto que a patetisse da produção desse anime chega.
E eu nem preciso tocar nos demais pontos tangentes à animação e à trilha sonora, certo?
A animação ficaria datada na década de 70 e a trilha sonora é forçada e sem graça. Aliás, sobre a animação, devo dizer que as escolhas estéticas sequer fazem sentido. O exemplo mais claro é a invocação de uma habilidade: um círculo tech aparece antes de uma skill ser conjurada. Por quê? Devo lembrá-los que esse anime se passa no feudalismo. Por que diabos tem um efeito que mais parece ter saído de Sword Art Online? A resposta é clara: porque a direção pateta não tem a menor criatividade para fazer algo além do que já foi feito infinitas vezes e caí no óbvio até mesmo nas escolhas visuais presentes no show.
As cenas de ação foram gravadas tentando cumprir o recorde mundial de cortes por segundo e não passam nenhuma sentimentalidade e emoção. Existem horas que são 3/4 cortes em questão de segundos. SÉRIO.
Veredito
Eu preciso parabenizar a produção dessa bomba por ter conseguido retirar o título de pior anime da temporada de Tower of God. Em poucas palavras: The 8th son? Are you kidding me? É o pior anime do ano (a menos que alguma produção tente copiar o feito da desse show e faça um cristal de merda como esse) e um dos piores de toda a existência da animação japonesa. Ele falha em absolutamente tudo que não aumentar a minha tolerância para animações.
E digo mais: Tower of God tem que agradecer essa abominação em formato de show por ter me feito repensar a nota que eu iria dar para ele.
Nota final: 0.
O elenco pateta e os vilões água com açúcar da série. Só para que você saiba: a garota atrás do protagonista tem 12 anos e tem cenas...meio bizarras, eu diria, ao longo do show porque os produtores acharam que seria uma boa ideia fazer isso :D
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2020.06.15 04:52 altovaliriano Shae (Parte 3)

Uma prostituta aprende a ver o homem, não seu traje, caso contrário acaba morta numa viela.
(ACOK, Tyrion X)
Martin começa a trajetória de Tyrion em A Tormenta de Espadas já estabelecendo o destino de Shae. Tywin e Tyrion estão discutindo sobre a sucessão de Rochedo Casterly quando entram no assunto sobre Alayaya, Tysha e Shae. Curiosamente a pergunta parte do próprio Tywin:
E aquela seguidora de acampamentos no Ramo Verde?
Que importa? – perguntou, sem querer nem mesmo proferir o nome de Shae em sua presença.
Não importa. Não mais do que me importa que elas vivam ou morram.
(ASOS, Tyrion I)
Como sabemos pelo último capítulo, Tywin se importa, sim. Shae aparece no julgamento testemunhando contra Tyrion e falando de estar com ele desde Ramo Verde, um detalhe que dificilmente escaparia a Tywin. Além disso, nesta primeira conversa, o pai de Tyrion completa com uma sentença interessante:
E não tenha ilusões: esta foi a última vez que tolerei que trouxesse vergonha à Casa Lannister. Acabaram-se as putas. A próxima que encontrar em sua cama, vou enforcar.
(ASOS, Tyrion I)
E interessante que Tywin tenha ameado enforcar Shae se a encontra-se na cama de Tyrion, pois, como o verbete sobre Shae na Wiki Gelo e Fogo sinaliza, Tyrion fez exatamente isso com Shae quando a encontra na cama do pai em seu último capítulo do livro.
A primeira vez que vimos Shae foi em um encontro no quarto de Varys, à pedido (e insistência) de Tyrion. O anão havia determinado que usaria este encontro para dar um fim na relação com Shae, em decorrência das ameaças do pai, especialmente depois que Tywin citou explicitamente a “seguidora de acampamentos no Ramo Verde” logo no capítulo anterior.
O encontro parece ser um encontro típico entre os dois, exceto que há nas duas partes desejos ocultos. Tyrion quer tirar Shae da corte e Shae deseja exatamente o contrário. Quando Tyrion aborda o assunto de maneira direta, a garota troca imediatamente de assunto, procurando massagear o ego do anão:
Shae – disse –, querida, esta tem de ser a última vez que ficamos juntos. O perigo é grande demais. Se o senhor meu pai encontrá-la...
Gosto da sua cicatriz. – A moça percorreu-a com um dedo. – Faz com que pareça muito feroz e forte. [...] O senhor nunca será feio aos meus olhos. – Ela beijou a escara que cobria os restos destroçados do seu nariz.
(ASOS, Tyrion II)
Shae insiste em não dar ouvidos a Tyrion durante toda a conversa, se limitando a tentar manipulá-lo a deixar ficar na capital. Toda aquela compaixão pelo novo ferimento adquirido de Tyrion não contém qualquer coerência, porque a garota continua tão inescrupulosa e insensível quanto era em A Fúria dos Reis. Sua maior preocupação ainda são bens materiais e sua falta de empatia por Lollys Stokeworth ainda é gritante:
[…] O senhor vai me devolver agora as joias e as sedas? Perguntei a Varys se ele podia me dá-las quando você foi ferido na batalha, mas ele não quis. Que teria acontecido com elas se tivesse morrido? [...]
Posso ir ao banquete de casamento do rei? A Lollys não quer ir. Disse-lhe que ninguém deverá estuprá-la na sala do trono do rei, mas ela é tão burra.
(ASOS, Tyrion II)
Entretanto, nem tudo é repetição nessas frases arrogantes de Shae. No meio de tudo, há uma pequeno trecho de diálogo de importância futura. Quando Tyrion tenta fazer com que a prostituta compreenda o perigo que Tywin oferece à vida dela, a garota apenas responde “Ele não me assusta”.
Esta simples sentença revela que GRRM estava sutilmente costurando elementos nesta primeira conversa que seriam trazidos de volta novamente na última cena de Tyrion e Shae juntos. Quando a garota o vê nos aposentos do pai, ela se assusta e começa a disparar justificativas. Entre estas justificativas, ela justamente se contradiz dizendo “Por favor. Seu pai assusta-me tanto” (ASOS, Tyrion XI).
Naquele primeiro diálogo, Shae sabia que Tyrion havia perdido seu cargo e, com isso, até mesmo sua permanência como aia de Lollys dependia inteiramente de ela manter seu disfarce. Àquela altura, o anão não tinha mais poderes de lhe arranjar uma nova colocação para ela, e por essa razão a garota sabia que tinha que tentar extrair de Tyrion o máximo que conseguisse.
Com isto em mente, fica claro que GRRM faz da cobrança de promessas antigas uma metáfora visual para Shae tentando segurar Tyrion via dominação sexual. Segundo o próprio Tyrion (ASOS, Tyrion VII), seu pênis era o orgão responsável por fazê-lo agir tolamente frente a manipulação da garota. E é justamente por aí que Shae o está segurando na cena, literalmente:
Não quero sair. O senhor me prometeu que eu voltaria a me mudar para uma mansão depois da batalha. – A boceta dela deu-lhe um pequeno apertão, e ele começou a enrijecer de novo, dentro dela. – Um Lannister sempre paga as suas dívidas, você disse.
(ASOS, Tyrion II)
Ao perceber que não vai conseguir nada por esta via, Shae passa a falar sobre o casamento de Joffrey e elabora um plano para que Tyrion a leve consigo, em troca de favores sexuais durante a festa. Aqui a garota não está mais se valendo da dominância, mas tentando persuadir o anão. Por isso, Shae passa a afagar o órgão sexual ao invés de prendê-lo:
– […] Eu encontraria um lugar em algum canto escuro abaixo do sal, mas sempre que se levantasse para ir à latrina, eu poderia escapulir e ir encontrá-lo. – Envolveu a pica dele nas mãos e afagou-a com suavidade. – Não levaria roupas de baixo sob o vestido, para que o senhor nem precisasse me desatar. – Os dedos dela brincaram com ele, para cima e para baixo. – Ou, se quisesse, podia fazer-lhe isto. – Enfiou-o na boca.
(ASOS, Tyrion II)
Quando Tyrion mostra que está veementemente decidido a que ela não deixá-la ir, Shae se retrai para a cortesia fria. Tyrion está pensando em como concederia facilmente o desejo de Shae, caso o pai não tivesse ameaçado enforcá-la, contrariando o que ele disse em A Fúria dos Reis, sobre o amor por Shae envergonhá-lo:
Se a escolha fosse sua, ela poderia sentar-se a seu lado no banquete de casamento de Joffrey, e dançaria com todos os ursos que quisesse.
(ASOS, Tyrion II)
Eu atribuo essa mudança de postura (de amor proibido envergonhado para amor proibido cauteloso) ao momento de Tyrion, em que ele perdeu todo o prestígio e está tentando se agarrar na única coisa de seu momento glorioso que ainda tem: Shae.
Em verdade, o comportamento de Shae espelha o de Tyrion. Ambos estão tentando arranjar um jeito de manter seu status. O anão também está tentando voltar ao poder pelas vantagens terrenas que ele oferece e não mais para “fazer justiça”. Naquele momento, Tyrion estava sendo a Shae de Tywin, pois está a todo custo tentando reivindicar direitos e reconhecimentos de seu pai.
O surpreendente é que após toda a teimosia de Tyrion, Shae finalmente cede a seu instinto de autopreservação e dá a Tyrion um parágrafo inteiro de resignação e obediência, ao fim do qual Shae apela para o cavalheirismo de Tyrion e lhe arranca uma promessa:
[...] Gostaria de ser a sua senhora, mas não posso. Se fosse, você iria me levar ao banquete. Não importa. Gosto de ser rameira para o senhor, Tyrion. Basta que me mantenha, meu leão, e que me mantenha a salvo.
Manterei – prometeu ele. Tolo, tolo, gritou a sua voz interior. Por que disse isso? Veio aqui para mandá-la embora! Em vez disso, voltou a beijá-la.
(ASOS, Tyrion II)
A prostituta parece entender que o novo momento de Tyrion exige dela uma abordagem diferente. Em suas palavras, de um homem poderoso que poderia desafiar o mundo por ela, ele agora era um cavaleiro que a protegia e resgatava do perigo:
Pensava que o senhor tinha se esquecido de mim. – O vestido dela encontrava-se pendurado em um dente negro quase tão alto quanto ela, e a moça estava em pé dentro das mandíbulas do dragão, nua. […] – O senhor vai me arrancar de dentro das mandíbulas do dragão, eu sei. [...]
Meu gigante – ela ofegou quando a penetrou. – Meu gigante veio me salvar.
(ASOS, Tyrion VII)
Shae veste tão bem a fantasia de donzela que chega a declarar seu amor a Tyrion e Tyrion responde em pensamento. Porém, por alguma ironia do destino, a prostituta estava querendo lhe fazer pensar que ele era um cavaleiro, enquanto o próprio Tyrion queria lhe casar com um cavaleiro de verdade para se ver livre dela:
E eu também a amo, querida. Podia ser uma prostituta, mas merecia mais do que o que ele tinha para dar. Vou casá-la com Sor Tallad. Ele parece ser um homem decente. E alto…
(ASOS, Tyrion VII)
É curioso como este é o único efeito colateral do novo estratagema de Shae. Tyrion fica tão embrigado pela ideia de ser o cavaleiro salvador da garota, que ele tem um momento de desencanto quando a prostituta sequer teme perdê-lo ao saber de seu casamento com Sansa Stark:
[…] Não me importa. Ela é só uma garotinha. Vai deixá-la comuma barrigona e voltar para mim.
Uma parte dele tinha esperado menos indiferença. Tinha esperado, escarneceu amargamente, mas agora sabe como é, anão. Shae é todo o amor que provavelmente terá.
(ASOS, Tyrion IV)
Eu penso que a indiferença de Shae se fundava em ela saber que somente corria perigo se Tyrion arranjasse outra prostituta como amante. Ela estava ciente do quão sexualmente indesejável ele era para a maioria da população de westeros e como ele era complexado com sua aparência e traumatizado com relações amorosas. Portanto, um casamento arranjado com uma jovem nobre donzela realmente não lhe representava perigo algum. Ela até mesmo tenta pedir na frente de Tyrion que Sansa a leve ao casamento de Joffrey, demonstrando que seu objetivo de participar da boa é sua real prioridade.
Porém, não há que se dizer que Shae é uma pessoa desprovidade de sonhos e fantasias. O fato é que esta fantasias não são românticas, mas delírios com mudanças de status social, luxos e riquezas. Quando Sansa a chama para ver uma nuvem no céu que parece um castelo:
É feito de ouro. – Shae tinha cabelos escuros e curtos e olhos ousados. Fazia tudo o que lhe era pedido, mas às vezes dirigia a Sansa os mais insolentes dos olhares. – Um castelo todo feito de ouro, aí está uma coisa que eu gostaria de ver.
(ASOS, Sansa IV)
Ou quando conversava com Sansa sobre Ellaria Sand e a garota apresenta sua versão dos fatos em que Ellaria seria uma espécie de Shae que “deu certo” em razão do relacionamento com Oberyn:
Era quase uma prostituta quando ele a encontrou, senhora – confidenciara a aia – e agora é quase uma princesa.
(ASOS, Sansa IV)
E são suas fantasias por status e luxo que a levam a testemunhar contra Tyrion a pedido de Cersei. O depoimento de Shae acontece logo antes de o anão pedir o julgamento por combate. Dessa forma, tudo o que a garota diz se torna juridicamente irrelevante de uma hora para outra. Essa manobra de Tyrion acaba por fazer com que Cersei se livrasse da obrigação de cumprir sua parte do acordo:
Shae, o nome dela era Shae. A última vez que tinham conversado fora na noite anterior ao julgamento por combate do anão, depois de aquele dornês sorridente ter se oferecido como seu campeão. Shae inquirira acerca de umas joias que Tyrion lhe oferecera, e de certas promessas que Cersei poderia ter feito, uma mansão na cidade e um cavaleiro que a desposasse. A rainha deixara claro que a prostituta não obteria nada até que lhes dissesse para onde fora Sansa Stark.
(AFF, Cersei I)
Interessante notar que o acordo feito por Shae consiste apenas no que Tyrion já tinha em mente em lhe dar.
O depoimento de Shae é uma peça que me chama bastante a atenção. A garota não só conta como Tyrion supostamente teria lhe tomado como amante à força e confidenciado os planos de matar Joffrey durante sua última noite juntos. Shae revela ali, perante Tywin, que era seguidora de acampamento do Ramo Verde:
Nunca quis ser uma prostituta, senhores. Estava noiva. Ele era um escudeiro, um rapaz bom e corajoso, de bom nascimento. Mas o Duende viu-me no Ramo Verde e pôs o rapaz com que meu queria casar na primeira fila da vanguarda, e depois de ele ser morto ordenou aos selvagens que me levassem à sua tenda. Shagga, o grande, e Timett, como olho queimado. Ele disse que se não lhe desse prazer, me entregava a eles, e portanto eu dei. Depois trouxe-me pra cidade, pra ficar por perto quando ele me quisesse. Obrigou-me a fazer coisas tão vergonhosas […]. Ele usou-me de todas as maneiras que há e… costumava me obrigar a dizer como ele era grande. O meu gigante, eu tinha de lhe chamar, o meu gigante de Lannister.
(ASOS, Tyrion X)
Como esta parte do depoimento era completamente desnecessária, eu fico me perguntando se ela foi bolada pela própria Shae, Varys ou Cersei. Sabemos que a garota é capaz de mentir, mas não vimos coisas com este tipo de elaboração. Como Varys é quem estava administrando o disfarce de Shae, fornecendo -lhe até histórias falsas sobre seu passado para que contasse à Tanda Stokeworth, acredito que tenha sido ele quem a orientou a assim depor.
Porém, qualquer seria o objetivo disto? Apenas para ele próprio se safar da acusação de que estava trazendo informações erradas a Cersei, algo que já lhe preocupava (ASOS, Tyrion VII)? Ou Varys queria que o depoimento de Shae chamasse a atenção de Tywin?
De fato, em uma entrevista em 16 de junho de 2014 à Entertainment Weekly, afirmou que a questão entre Varys, Shae, Tyrion e Tywin é algo que ele fará revelações nos próximos livros:
EW: Certo, e há também a questão da surpresa da hipocrisia de Tywin quando ele [Tyrion] a encontra na cama dele. Tywin sabia que ela era uma prostituta [na versão do livro isso não fica claro]? Ou ele simplesmente não ligava?
GRRM: Ah, eu acho que Tywin sabia sobre Shae. Ele provavelmente adivinhou que ela era a seguidora de acampamento que ela havia expressamente dito “você não levará aquela puta para corte”, mas que Tyrion o havia desafiado e levado "aquela puta" à corte. Quanto ao que exatamente ocorreu aqui, é algo sobre o qual não quero falar, porque há aspectos disso que eu não revelei e que serão revelados nos próximos livros. Mas o papel de Varys em tudo isso é algo para se levar em consideração.
Esta entrevista deu fundamentos para que os leitores passassem a acreditar que Varys teria influenciado Tyrion a matar Tywin. Mas, para fins desta análise, nos cabe apenas ver a situação da ótica do que aconteceu com Shae, quem até mesmo pela teoria acima seria um alvo secundário.
Assumindo que Varys tenha orientado Shae a dar este depoimento para chamar a atenção de Tywin, como é que isso a colocaria na Torre da Mão na noite anterior à execução de Tyrion? Sabemos que Cersei mandou Shae embora ás lágrimas na noite entre o depoimento de Shae e o julgamento por combate entre Gregor e Oberyn, então somente depois desta noite é que Shae provavelmente estaria suporte. Caso ela já estivesse sendo sondada por Tywin, dificilmente sairia chorando...
Eu alimento uma teoria que o ponto que fez Tywin se interessar pela garota foi a bajulação que ela confessou fazer a Tyrion. “Meu gigante de Lannister” parece ser o tipo de frase que agradaria um homem como Tywin debaixo dos lençóis. A partir daí, bastaria que Varys fizesse uma sugestão aqui, outra acolá e de repente Tywin já estava pedindo a alguém que enfiasse a menina em seus aposentos na noite seguinte.

Declarações de GRRM sobre Shae

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2020.06.09 21:40 Copos_d_agua Acho que cheguei no fundo do poço, mas ao invés de subir estou indo para os lados

Oi! Na verdade eu nem sei por que estou escrevendo isso, talvez me sinta melhor depois de ter desabafado o que eu tenho a dizer, não sei. Bem, antes de começar, eu gostaria de avisar a você que está lendo que provavelmente você vai perder alguns minutos da vida lendo o que eu vou escrever a seguir e que o meu texto provavelmente não acrescentará em nada para o seu desenvolvimento de qualquer maneira que seja. Então, eu aconselho fortemente você procurar algo de mais útil para fazer ao invés de ficar perdendo tempo com as minhas bobagens abaixo.
Enfim, vamos lá.
Eu era uma criança isolada, meus passatempos eram diferentes, desde a minha infância nunca tive facilidade para fazer amigos e conforme o tempo passou isso apenas piorou. Quando comecei a ir à escola, era apenas isso mesmo, eu queria estar nas rodinhas de conversa, queria não ter que passar o intervalo sem ninguém como sempre e queria ter alguém para conversar sobre os desenhos e revistas em quadrinhos que eu tanto gostava quando era criança. Pois é, nada disso deu certo. Bem, eu até tive alguns poucos momentos que aconteceram o que eu escrevi acima, mas na maior parte do tempo, não foi como era com os outros. Eu não gosto de falar sobre ''bullying'' pois isso está ficando cada dia mais distorcido, hoje em dia qualquer pessoa que leva qualquer xingamento do outro amigo e já diz que sofreu ''bullying'' e fica por isso mesmo... mas no meu caso não era algo tão simples como qualquer xingamento, antes fosse na verdade. As crianças eram cruéis comigo, como eu citei acima, quando eu tentava me juntar a rodinha de crianças da turma, eles escondiam as coisas que estavam fazendo e não voltavam a falar enquanto eu não fosse embora. Eu não tinha as mesmas capacidades físicas que as outras, a magreza e os problemas respiratórios arruinaram o pouco das capacidades física que me restaram. Resultado: Como você deve estar imaginando, eu apanhava. Eu apanhava e não conseguia evitar por falta de capacidade. Sempre me disseram desde o início que era para tratarmos as pessoas como desejamos ser tratados certo? Pois é, eu levava essa idéia muito a sério, não gostava de agir contra as regras, por causa dessa idéia eu não batia nas crianças que me batiam, eu tentava evitar de apanhar, porém eu não batia, não bati em nenhuma delas. Será mesmo que eu devo considerar isso um mérito?
Anos se passaram e eu desisti de vez de ter amigos, foi tanto tempo me humilhando que uma hora eu percebi que não valia mais a pena. Comecei a aproveitar o meu tempo sozinho para aprender a me divertir sem ninguém. Portanto, passava a maior parte do tempo lendo, pesquisando aleatoriedades na internet e jogando videogame. Detesto me gabar, mas escreverei mesmo assim. Minhas notas eram boas antes, talvez fosse o único motivo pelo qual as vezes o resto do povo me tolerava de vez em quando, elas foram ficando ainda melhores. Tirar nota nas provas e trabalhos não era problema para mim.
A minha adolescência não foi boa nem ruim, não sei se posso dizer que foi melhor que a infância pelo menos. Acho que tive a realidade de todo adolescente recluso que já é bem difundida. Depois de ter desistido de vez de me enturmar, percebi que estava se tornando cada vez mais difícil de conversar com as pessoas, eu não conseguia chamar nem os meus colegas de classe para perguntar algo quando eu faltava de aula ou quando era algum trabalho em grupo. Medo de decepcionar as pessoas era constante, toda vez que eu estava conversando com alguém eu sentia essa sensação, não queria fazer com que as pessoas se sentissem mal por estarem conversando comigo. A melhor forma que eu achei na época para não sentir isso, era evitar ainda mais as pessoas.
Eu não tenho redes sociais, nunca tive, não queria contato com ninguém, na minha visão era prejudicial tanto para mim quanto para a outra pessoa. Então eu evitava todo tipo de coisa que tivesse alguma relação com isso. Até mesmo se esse relato começar a ganhar muito destaque aqui eu provavelmente irei apagá-lo. Só fui ganhar um celular perto de fazer 18 anos, pois eu realmente não teria nada para fazer com tal aparelho.
Os meus passatempos sozinhos foram se diversificando cada vez mais, já cheguei a gravar vídeos para o youtube, estudar quatro idiomas, começar a escrever um livro de fantasia (já tem mais de 25 capítulos, um dia eu ainda quero terminá-lo inclusive) , aprender a usar um monte de softwares no computador e até mesmo dobraduras de papel eram a minha diversão.
Depois disso tudo, não sei se me sinto contente, é como se eu apenas estivesse contornando o problema ao invés de resolvê-lo (Eis o porquê do título desse relato.)
Possíveis soluções? Hum!? Ajuda profissional eu já tentei e não deu certo, apenas foi me dito o que eu já sabia. Minha família não é unida, mas pelo menos uma parte dela me ajuda na medida do possível. Eu poderia voltar a tentar a fazer amigos, mas sinto que não quero forçar ninguém a me aturar novamente. Eu acabei o ensino médio ano passado e saí de lá com 0 contatos, não há ninguém com quem eu possa conversar sobre isso, até mesmo aqui no Reddit já vieram algumas pessoas tentar conversar comigo mas eu não consigo, tenho vergonha e não quero decepcioná-la.
Enfim, se você leu até aqui, eu te agradeço e ao mesmo tempo peço desculpas por te fazer perder tempo contando minha vida, só queria um lugar para poder organizar meus pensamentos mesmo. -
> Agradecimentos e tenha um Bom Dia/Tarde/Noite :)
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2020.06.09 07:31 Kiroii_ "Você não vai entrar na minha sala assim" Minha professora é babaca por não me deixar entrar na sala com maquiagem de halloween?

Eu queria quardar essa história até Outubro, mas vai que não chegamos até lá, e aproveita, porque a história é meio grande, eu acho.
(Tente imitar um sotaque paranaense, piá)
Olá senhor Lucas Luba Feuerschütte, Belíssimos editores, majestosas Gatas, seres inanimados porém mortos, de papelão e olá ser não convocado (porque estamos em quarentena, não junte pessoas, fique em casa).
Essa é uma história de lágrimas, e no fim, um carro roubado.
— Era 31 de Outubro, eu estava no 8°Ano. Como qualquer criança que se preze, eu estava realmente animada com o dia. Fiz uma maquiagem "semelhante" ao Gato sorridente, de Alice no País das Maravilhas em junção de um palhaço; Passei lápis preto na boca e bochechas, fazendo uma boca os dentes e pá. Nos olhos fiz aquele símbolo de ouros em cima da sobrancelha e abaixo dos olhos. Até aí, tava tudo perfeito. Depois de passar na papelaria pra comprar uma coisa, eu fui pro colégio. No dia, parecia que ia choveestava chovendo, então fizemos una fila enorme no corredor, com todas as turmas misturadas. Mas, uma coisa estava errada. Pouquíssimas pessoas estavam de maquiagem ou fantasia, e eu e meu amigo Darls estávamos maquiados. então, os professores começaram a passar. Alguns acharam legal alguns não ligaram, mas bem, tinha que acontecer merderesta né. A professora de mAtEmÁtIcA apenas olhou para minha bela face maquiada e disse: "Você não vai entrar na minha sala assim, vá tirar" E continuou andando. De início, eu, Darls e o resto da panelinha ficamos "ueKKKKK, ela deve tá zoando". Aí ficamos lá. Deu o sinal, e nós subimos as escadas pra entrar na sala. Assim que eu e o Darls entramos na sala, ela disse de novo: "Ah, eu disse que na minha sala você não ia entrar assim, né?" e barrou eu e meu amigo na porta. Passou um ou dois minutos e ela ainda não tinha deixado a gente entrar. Aí eu comecei a lacrimejar; Darls e eu descemos as escadas. Ele foi no bebedouro lavar o rosto e eu no banheiro feminino (Que tem várias cabines de um lado e as pias do outro, aí a porta principal ficou aberta) nessa altura do campeonato, meu rosto já devia estar preto da maquiagem toda "derretida" , porque eu estava chorando horrores. Assim que eu cheguei no BAHnheiro, joguei minha mochila no chão e peguei um pano que eu usava pra limpar meu "ranho", que pra minha sorte, tava limpo. Aí eu esfreguei aquele pano cheio de água na cara até começar a sair o lápis preto. Aí, eu escutei um barulho atrás de mim e uma guria saiu de uma das cabines, me viu naquele estado deplorável e saiu. Alguns minutos, e eu já tava quase terminando de limpar a cara e Darls apareceu na porta, com a cara RoSa.
Eu consegui rir com as lágrimas saindo dos olhos. - eu tava chorando ainda, porque né, eu tinha 12 anos e tinha ficado muito triste, pq eu demorei pra fazer aquela maquiagem :'/) "O que cê fez na cara, man?" "Tinta branca e batom vermelho, ué"
Ele tava parecendo a maldita porca rosa lá, a Peppa, aiai.
Então eu terminei de limpar a fuça, ele também e fomos na pedagogia, que era no bloco onde nós estudavamos. Explicamos pra pedagoga e ela disse: "O diretor pediu que ninguém viesse fantasiado, ou se manifestasse sobre a data de hoje, porque ano passado, pais reclamaram, blá blá blá... Vocês podem entrar na segunda aula, se quiserem".
Eu entrei pra sala e o guri Darls esperou a próxima aula. Assim que eu passei pela porta, a bruxa olhou pra mim. Eu tava com os olhos vermelhos, parecia q tinha fumado um beck. Eu sentei no meu lugar e joguei minha mochila no chão, q fez um barulhão.
No final, o período acabou com eu odiando a professora de matemática e ela me odiando igualmente. E sobre a parte do carro...
Alguns dias depois, o carro dela foi roubado. :) Mas nada é um mar de rosas. Infelizmente ele foi encontrado algumas semanas depois. :(
Mas, não tem problema. A coisa que mais me deixou triste nesse dia, foi a maneira como ela agiu. Não foi com jeitinho q ela pediu pra tirar, foi arrogante mesmo. Não se faz isso com uma criança de 12 anos.
E bem, Senhor Lucas, a Professora Marls foi ou não a Babaca? :)
Obrigada por ler, Luba e Turma/Chat. Kiroii agradece. -q
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2020.06.09 07:30 Lulix_ PrImEiRa VeZ, “sou troxa”

turmafeira

Hello lubisco, gatas, editores, papelões, possível convidado e turma que está a ver, irei contar uma história que aconteceu a um tempo atrás Bom, eu estava namorando um menino ai, vou dar o nome de Gabriel, tinha uma menina que ele tinha ficado no passado e ela não gosta de mim e vou dar o nome de Raquel um certo dia ele disse que queria um tempo e eu acertei obvio, aí beleza, no mesmo final de semana ia ter uma festa a fantasia e eu ja tinha comprado meu ingresso pra ir, cheguei na festa, segurei vela a noite inteira e tinha uns meninos querendo ficar comigo, eu trouxa do jeito que sou não fiquei com ninguém e dancei até o mundo acabar mas enfim, no dia seguinte acordei vendo minhas amigas me chamarem, achei e estranho e fui ver os status, quando olhei vi que o Gabriel e a Raquel estavam no cinema sozinhos, fiquei malzona, mais tarde ele me manda mensagem falando que minha amiga tinha dito que eu fiquei chateada e tals, ele me disse não tinha rolado nada e que eles não ficaram e que só saiu com ela porque achou que eu tinha ficado com alguém na festa (a famosa vingança) eu não acreditei mas segui a vida, ele ainda falava comigo e pedia pra voltar e eu falava que não era o momento, passou alguns dias e teve uma apresentação, no final dessa apresentação, me empurraram e ele me beijou na frente de TODO MUNDO (deu o maior B.O), acabou a apresentação e ele me pediu em namoro em uma festa que a gente foi, a trouxa aqui aceitou de novo, o tempo foi passando e as coisas não estavam dando muito bem, antes da gente terminar ele me ligou e começamos a conversar, ele começou a soltar um monte de coisa, ele disse que no cinema ele pegou sim a Raquel e que na apresentação, antes da Raquel entrar no palco, ele tinha beijado ela também, então ele beijou eu e a Raquel no mesmo dia, eu fiquei com raiva mas me segurei, conversamos mais um pouco e desligamos, deu 30 minutos que desligamos, ele posta no status DELE um Lomotif da Raquel com a seguinte legenda “que isso🥵” Na hora eu fiquei puta da vida e mandei mensagem pra ele falando que estávamos namorando a 3 meses e ele nunca tinha postado nada comigo e que ele postava coisas com a Raquel direto, ele falou que foi um desafio e que ele foi obrigado a postar pela amiga dele que sabia que ele namorava comigo e que eu e a Raquel não nos damos muito bem (mas na verdade ele postou porque quis, ninguém é obrigado a postar algo que não quer) Ele falou um monte de merda pra mim, disse que eu tava com ciúmes obsessivo (sendo que eu não podia falar com os meus amigos que ele ja ficava com raiva e não falava comigo pelo resto do dia), mandou eu tomar no cu, um monte de coisa e falou que tinha acabado Depois de um tempo conversando e tínhamos acabado mesmo Hoje em dia nos falamos mas só pra perguntar coisas da aula ou quando ele responde os meus status Ele toda hora fala que se arrependeu, que me ama e que ainda quer voltar comigo, mas eu só ignoro Essa não é a história completa mas foi Foi isso lubinha <31 Ajuda ai turma
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2020.06.06 17:44 majumenezes “A polêmica do show da Anitta”

olá Luba, queridos editores (beijo, adoro vocês ♡), gatas, finados papelões, possível(mente inexistente) convidado, Tuxo, turma e chat que estão a ver.
*gostaria de apontar que eu sou nordestina, queria que fizesse um sotaque daqui se não for pedir muito kkkk
ok, nesse texto eu vou explicar basicamente como chegou ao fim uma amizade (levemente tóxica) que durou 3 anos, e vou deixar nas mãos de vocês pra determinarem quem foi o babaca na história. por questões de privacidade (aka evitar processinho) vou alterar o nome do ser abençoado que está envolvido no barraco.
aconteceu tudo no ano passado, a “briga” foi entre eu e a minha melhor amiga da época que vou chamar de Feik. nos conhecíamos desde 2017 (que foi quando eu mudei de colégio) e nos aproximamos de maneira super rápida, nossa amizade era boa e não costumávamos discutir… entretanto, 2019 não foi um bom ano pra gente. logo em abril tivemos uma discussão um pouco séria (que eu também tenho interesse em trazer pra cá e descobrir quem foi o babaca, mas minha prioridade é esse caso que vou contar agora), nos afastamos ao ponto de não falarmos absolutamente nada uma com a outra, e voltamos a nos falar apenas em junho (graças a mim, que corri atrás). quando nos resolvemos, era como se tudo tivesse voltado ao normal, como se nunca tivéssemos discutido nem nada, mas como tudo que é bom dura pouco, em setembro brigamos novamente. ficamos sabendo de um show que a Anitta faria aqui na nossa cidade em setembro, e logo nosso grupo de amigas (que tinha mais 3 meninas além de nós duas) se empolgou pra ir em grupo. uma das nossas amigas estava namorando com um dos organizadores do evento na época, e disse que poderia arrumar os nossos ingressos de graça (isso ainda em agosto, entre o meio e o fim do mês), o que era perfeito, já que os lotes já estavam virando e o preço obviamente estava ficando mais alto. concordamos e decidimos que todas iríamos, até que com o passar dos dias, Feik disse que não poderia ir ao show pois a sua mãe não deixaria ela ir, e que ela nem perderia o tempo dela tentando convencer a mãe a deixar. as outras meninas e eu concordamos em não ir mais ao show, já que não seria legal todas irmos e a Feik não poder ir por causa da mãe (um bando de trouxas, né? kkkkk), mas com o passar do tempo, ainda estávamos super empolgadas com a ideia do show e ficávamos tentando convencer a Feik de conversar com a mãe dela. nessas tentativas, levamos vários foras e desistimos de tentar convencê-la, mas ela disse que poderíamos ir ao show de boa sem ela, até que UMA SEMANA antes do show acontecer ela disse que queria ir também. obviamente, nossa amiga que namorava o organizador já havia pedido os ingressos, e até hoje não consigo entender essa lógica, mas na época disseram que estava faltando um ingresso e não sabiam de quem era o que estava faltando (por questão de cof cof LÓGICA, o que estava “faltando” era o da Feik, que disse que não iria pro show!!!!!!!!). como só tínhamos uma semana pra arrumar o outro ingresso, tínhamos que dar um jeito pra conseguir 170 reais pra comprar o ingresso “misterioso” que estava em falta, agora vem a parte complicada de entender. éramos terceiranistas na época, e quem fosse fazer a formatura tinha um contrato com um fotógrafo bem conceituado aqui na cidade. quem tinha fechado contrato com ele ganhava um ingresso pra esse show, mas esse ingresso era pra área VIP, e os ingressos que a nossa amiga arrumou era pro camarote (mais caro). os ingressos do VIP variavam entre 90 e 100 reais, e duas das nossas amigas iriam se formar e tinham contrato com o fotógrafo (adivinha quem era uma dessas amigas? isso mesmo, a Feik!) conversando em conjunto, decidimos pegar os dois ingressos da área VIP e vender cada um por 85 reais, já que assim conseguiríamos juntar os 170 e poderíamos comprar o ingresso. após a venda dos ingressos, não sei por que cargas d’água notaram que faltava 70 reais no dinheiro.
faltando ainda menos tempo pro dia do show, decidiram que iriam dividir entre nós cinco a quantia que faltava. 70 dividido por 5 dava 14 reais pra cada uma, mas eu não podia pagar esse valor, e vou tentar explicar de maneira rápida o motivo. como havia mencionado no início da história, eu mudei de colégio em 2017, e em 2019 eu já estava no terceiro ano do ensino médio, mas não tinha condições de participar da formatura. nisso, os meus colegas do meu antigo colégio disseram que um ex aluno de cada turma poderia participar da festa a fantasia de formatura deles, e que eles tinham me escolhido pra ir, mas eu teria que pagar 110 reais pra poder entrar. como além de ter que pagar pra ir pra festa eu também teria que pagar pela fantasia, eu estava juntando dinheiro há um tempão e ainda assim não tinha chegado perto dos 110, e obviamente não podia piorar a situação tirando 14 reais do que eu já tinha juntado. expliquei às garotas que não poderia pagar, fizeram cara feia mas não disseram mais nada. AGORA VEM UMA DAS PARTES MAIS WTF DA HISTÓRIA! achando pouco a complicação que a gente já tava, tiveram a brilhante ideia de chamar uma outra garota pra ir com a gente no show!!! essa menina morava em outra cidade e disse que iria tentar conversar com o pai, mas que não garantia que ele fosse deixar. ao saber que estávamos tentando dividir o valor que faltava do ingresso entre nós, a menina disse que faltava 40 reais pra poder comprar o ingresso dela e queria que a gente se dividisse pra pagar o resto (40 dividido pra 5 dá 8, mais os 14 que a gente já precisava arrumar, ficava 22 pra cada uma).
agora vem a parte que eu fiquei bem p* de raiva
Feik e as outras 3 meninas do nosso grupinho me chamaram e disseram que precisavam arrumar o dinheiro com urgência, e que eu tinha que dar os 22 reais naquele mesmo dia, ou NO MÁXIMO até o dia seguinte. agora usemos a lógica, se eu disse que não poderia pagar 14 reais, COMO CACETES EU IRIA PAGAR 22 ATÉ O DIA SEGUINTE??? quando eu falei que não teria como pagar, Feik foi a primeira a ser grossa comigo e disse que eu deveria me virar pra conseguir o dinheiro, em seguida, recebi uma enxurrada de áudios de outra amiga (que vou chamar de Faux) dizendo o quanto eu era egoísta e que todas tinham suas despesas mas não estavam se negando a pagar. não vou mentir, admito que fiquei bem magoada com o áudio, já que além de ter sido bem grossa, ela ainda distorceu tudo o que eu havia dito. nessa conversa, cheguei a dar soluções pra conseguirmos o dinheiro, mas Feik e Faux colocaram vários empecilhos, as outras duas meninas não diziam nada. no dia seguinte, quando estava no colégio, disseram que havia 2 soluções pro meu caso:
1- eu teria que vender brigadeiro na sala de aula pra juntar os 22 reais.
2- eu teria que fingir que era uma outra aluna da nossa sala que ia se formar, pegar o ingresso dela da área VIP que ela ganhou do fotógrafo e vender.
a opção 1 já não fazia o mínimo sentido, já que eu gastaria quase o valor da quantia comprando os ingredientes, SEM FALAR que outra garota da nossa turma já vendia brigadeiros, então o único jeito de quererem comprar o meu brigadeiro, era vendendo algo MELHOR e MAIS BARATO que o dela, vale levar em consideração também o fato que eu iria atrapalhar a menina se eu fosse vender brigadeiro também, já que ela fazia aquilo pra complementar a renda da casa. a opção número 2 eu acredito que eu nem preciso dizer que é uma ideia horrível né? primeiramente que falsidade ideológica é crime, e mesmo se eu concordasse com a atitude, eu teria que ir a pé do colégio até a banca de revista (que era bem longe) e voltar antes que o meu pai chegasse na escola pra me buscar (já que ele não poderia saber) ou seja, tudo estava conspirando contra.
como eu já estava cansada daquela situação, falei pras meninas que não precisavam mais se preocupar comigo, que como eu não poderia pagar a minha parte, eu decidi abrir mão do meu ingresso e agora elas só precisariam pagar os 8 reais daquela outra amiga que convenceram a ir ao show. assim que falei aquilo, Feik revirou os olhos, sussurrou alguma coisa no ouvido de Faux e as duas foram embora. fiquei chateada com a situação, mas deixei quieto, já que estava muito bem decidida com o que tinha feito e estava com a minha consciência limpa. agora finalmente vem a parte boa.
eu já estava como o cachorro arrependido da história do chaves, tristíssima por não poder ir ao show, até que um amigo meu disse que queria que eu fosse com ele e daria um jeito de arrumar o ingresso pra mim. e sim, ele arrumou o ingresso u (não me cobrou absolutamente nada por ele). fomos juntos pro show, e acabamos encontrando as garotas lá, todas falaram muito bem comigo, até mesmo Faux que tinha me esculhambado nos áudios veio me abraçar, mas Feik não olhou nem na minha cara, deu as costas e passou o show inteiro sem falar comigo. aquilo me incomodou muito, já estava cansada da situação e estava cansada de sempre ter que correr atrás de Feik pra resolver as coisas, por isso decidi me poupar de qualquer esforço e não fiz questão de conversar com ela, inclusive, mesmo depois que passou o show nós não nos falamos mais.
quase acabando as nossas aulas, Feik decidiu falar comigo (pra ser sincera, nem me lembro o que ela falou, só respondi o básico e voltei a prestar atenção na aula), mas só depois que fiquei com isso martelando na minha cabeça… por que ela só foi falar comigo naquele momento? como eu não gosto de ficar supondo nada e prefiro tirar satisfação pra que não ocorra nenhum mal entendido, chamei ela no whatsapp pra conversar e perguntei o por quê de ela só ter vindo conversar comigo naquele dia. ela veio me dizer que EU estava ignorando ela, que EU não fazia questão de falar com ela e blablabla, sendo que foi ela que passou uma semana me tratando feito lixo e no dia do show não se deu nem o trabalho de olhar no meu rosto (sim, ela literalmente não olhava pra mim), por que raios eu iria querer continuar sendo amiga de alguém que me trata assim? pra variar, ela jogou a culpa toda em cima de mim, e até hoje acha que está certa.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
bom, já chegamos no fim da história, e vou usar esse espaço pra deixar as minhas conclusões.
• se Feik queria ir ao show, ela deveria arrumar o dinheiro do ingresso por conta própria, ninguém tem a obrigação de pagar as coisas pra ela. • depois descobrimos o motivo de estar faltando 70 reais após a venda dos ingressos, Faux (que era a outra garota que tinha o ingresso do fotógrafo) não tinha vendido o ingresso dela, mas sim, tinha DADO à irmã dela! inclusive, até hoje não acredito nisso, já que o ingresso que ela deu à irmã era da área VIP e eu encontrei a irmã dela no camarote com a gente, ou seja, ela vendeu sim o ingresso e no lugar de seguir o combinado, deu o dinheiro pra irmã. • meu único amigo de verdade nessa história foi o que fez questão de me levar no show e arrumou um ingresso pra mim.
bem, termino por aqui. gostaria muito de saber quem foi o babaca nessa história, conto com a ajuda da turma e do chat, agradeço desde já ;D
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